Comunicação – será que chegamos na plenitude?

Nesse processo esteve a Comunicação. É ela que nos capacitou a ampliar nossa própria extensibilidade, superando limites, conquistando territórios, desafiando a natureza, possibilitadas por este processo de relacionamento denominado “comunicar”.

Nos comunicamos de diversas formas; somos, acima de tudo, humanos e graças à nossa capacidade cerebral de simulação, seres projetores de modelos – replicando-os na natureza. No processo comunicacional em sociedade passamos do unidirecional ao universo da massa, da comunicação de um para muitos.

Evoluímos como ser vivo inteligente e simulador, comunicador, influenciador de comportamentos, estruturador e reformatador do próprio universo. Chegamos enfim, ao máximo da evolução, quando externalizamos o nosso cerebro, nossa própria inteligência, tendo como centro da mudança, mais uma vez, o processo de comunicação, digital, virtualizada, baseada no relacionamento compartilhado, interativo, de um para muitos e de muitos para muitos, em um ambiente no qual o tempo e o espaço são construídos de forma a tornar a experiência da comunicação, das relações, ilimitada, personalizada, diferente de tudo o que já construímos ao longo de nossa própria evolução.

Enfim, chegamos a um grande desafio como seres comunicadores. Indo além, como gestores desse processo na sociedade, absorvemos um desafio maior: como moldar processos comunicacionais, de imagem, num ambiente no qual o limite é inexistente, o definidor da mensagem é o receptor, em um amplo processo de ida e vinda.

Nesse processo evolutivo chegamos a um novo universo comunicacional que precisa ser considerado em qualquer ação de Comunicação a ser estruturada seja em qual situação ela for desenvolvida: na sociedade, numa empresa, etc.

Temos que nos conscientizar que o processo de ida não é mais unidirecional, ele deve considerar todos os agentes, num sistema de ida e vinda, no qual a mensagem e o meio já não possuem papel isolado, se confundem. E, acima de tudo, os agentes se integram, misturam-se e nunca mais seremos apenas definidores, mas participantes, alterando o sistema num processo que chamo de circular.

Nessa análise está o alerta para o comunicador do mundo virtualizado, conectado e de uma technological life …é…comunicadores, tremendo desafio…não temos mais poder, somos como qualquer ser universal do século 21 humanos conectados, integrados e comunicantes …qual nosso papel? Vamos pensar:

– se sempre dominamos e vivemos por e pela informação; se nosso campo de estudo é social e representa a prática social da teoria social…repensemos,, qual nosso papel? Temos, sim, uma importância descomunal nos novos tempos…o grande desafio será repensarmos nossa forma de fazer o objeto, praticá-lo. Temos que retomar algo que aos poucos fomos esquecendo: somos o agente social de transformação, formador e disseminador. Independente da tecnologia. Afinal, ela sempre esteve por aí.

– retomarmos nosso objeto, recuperando o que sempre fomos: agentes de delação, crítica, a voz, o orientador social, o formador. E nesse aspecto temos que superar o lugar comum do “formador de opinião”. Não, o papel do agente é orientar, educar e acompanhar. Dessa maneira, estaremos, sim, ao lado de quem sempre esteve conosco e que aos poucos – por nossa postura, muitas vezes arrogante e orgulhosa – foi  no substituindo pela tecnologia: o leitor, o ser humano do outro lado da mensagem, da interação, o sujeito social – não a audiência.

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