No locus das virtudes conceitos e práticas como o Respeito (na edição número 1 da NomsueLocus Magazine você pode conhecer as interpretações a respeito e baixa-la, gratuitamente e as adquirir as demais), a Equidade, a Transparência, a afetuosidade, a compaixão devem ser exercitadas cotidianamente, seja por indivíduos, organizações ou empresas.
Todas elas são contextualizadas por fatos sociais recentes que as esvaziam em detrimento de atitudes e comportamentos viciosos como o preconceito, a misoginia, a exclusão e a disseminação de estereótipos e ações que priorizam a imagem e menos o equilibrio nas relações em meio às diferenças, sejam elas quais forem.
No ambiente educacional, espaço no qual são formam os futuros cidadãos, dados recentes demonstram um cenário assustador para uma sociedade que necessita, urgentemente, de diálogo e relações sustentadas no alinhamento entre visões, contextos diversos de vida e realidade sociais, econômicas e recentemente ambientais, para que consigamos sobreviver dignamente hoje e em um futuro que está bem próximo.
Recentemente, dados divulgados pela ONG Nova Escola (2023) em parceria com o Instituto Ame Sua Mente, mostram que a violência, principalmente contra educadores – em todos os níveis da formação educacional – atinge 8 a cada 10 professores no Brasil. A agressão verbal se manifesta em 76,1% dos casos seguida pela agressão psicológica e moral (41,5%) e bullying (16%). Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) ampliam esse cenário extremamente perigoso e vicioso – o Brasil é o país com os índices mais altos do mundo no ranking de agressões contra professores.
Na falta de uma efetiva política de Estado de valorização, inserção do locus e status do educador no lugar que lhe é de direito na relação entre educador e educando -uma relação que deveria ser baseada em afetuosidade, respeito bem como equidade (dos dois lados em relação a julgamentos e escolhas individuais e coletivas) recentes pesquisadores e comunidades têm se manifestado e colocado suas vozes no sentido de proteção, principalmente ao educador.
O educador é colocado, na maioria das situações, em um contexto coercitivo, pelo seu vínculo e elemento integrador estre a instituição e o aluno e uma posição que se equilibra entre a autoridade e poder de uma cadeia hierárquica e normativa da instituição e do Estado (quando se fala em locus público, principalmente nas primeiras fases de formação do Ensino ), às quais ele deve obedecer pelo vínculo seja econômica, contratual e jurídica, e da comunidade de aprendizes cuja missão lhe dada pelo vínculo estabelecido e sua escolha profissional, como especialista, que é a de formar e ensinar educandos para as “exigências futuras em termos de habilidades e competências do mercado e de convivência social como futuros cidadãos”.
O professor, advogado e especialista em Direito da Educação, personagem do Encontros do canal NomsueLocus, no quadro Virtuosidades reputacionais, da nossa coordenadora e editora do NomuseLocus, expõe que uma das principais falácias é a visão de que o professor precisa preparar o educando para o mercado. “Educar, expõe ele, é função que envolve família, sociedade e a instituição Escola. Erram enormemente aqueles que acreditam que a Escola deve preparar para o mercado. ”Não”, diz ele, “a função constitucional do educador (professor) é educar para a cidadania – formar cidadãos preparados, conscientes para exercer esta cidadania com mérito e excelência”, reforça.
Nesse debate cabem muitas visões, debates e reflexões que devem envolver a sociedade, o poder público e tambem o mercado. A questão que se coloca, sem sombra de dúvidas, é como alinhar percepções, interesses e interpretações dentro de um plano para um futuro com enormes desafios em um contexto de transição e valores, estilos de convivência e imensas carências em termos de competências, habilidades e consciências virtuosas nos entido de um futuro harmonioso e sustentável.Por ALA.Oshiro.
#violênciacontraprofessores
#vícioscontemporâneos
#virtudesreputacionais
#educação
@ala.oshiro
