A fé como virtude espiritual para o bem-estar e a saúde do homem contemporâneo

A Fé se dá quando a pessoa passa a acreditar, de maneira incondicional numa explicação de mundo e a considera como sendo uma verdade absoluta, ainda que haja qualquer tipo de prova objetiva (racional) a contrariando. Leia e Assista!

Em artigo “Fé e Razão na filosofia e na ciência”, o professor Doutor Urnbano Zilles, da Faculdade de Teologia da PUC-RS, coloca o conceito sob a perspectiva da filosofia no qual é orientada pela razão, na transcendência do fato. “A fé”, diz ele, “funda nosso mundo humano no âmbito do divino ou da transcendência”. Sua explanação primorosa no estudo “A fé e razão na filosofia e na ciência”, de 2005, publicado na revista digital da PUC Rio Grande do Sul, ilustra como ela agrega e adiciona, principalmente, além da filosofia, os estudos recentes em uma novo campo de pesquisa do cérebro: a neurociência.

No questionamento racional da filosofia, a explicação da fé apresenta-se pela racionalidade. Porém, quando o olhar da fé na ciência se aproxima da fé, na doutrina teológica, abre-se um diálogo.

A ciência, contribui contra a fundamentação inconsistente das perspectivas secundárias, na busca das bases sólidas, e a fé, suas bases teológicas e espirituais, protege a filosofia (e outras ciências) contra as reduções racionais, evitando que cheguem a conclusões apressadas que possam contradizer a abertura e o alcance da razão.

Sob o olhar da neurociência já se comprova o poder da fé no funcionamento do cérebro, ativando e inativando diferentes áreas, como durante a oração, quando o lobo parietal, que é responsável pela percepção do meio ambiente, é inativado, enquanto o lobo frontal, que é responsável pelo foco e concentração, é ativado. 

Estudos que pesquisam o circuito cerebral da fé já identificam que lesões associadas a doenças como Parkinson cruzam com áreas positivas do circuito. Já lesões associadas a delírios, como a síndrome do membro alienígena, cruzam com regiões negativas do circuito

A fé pode ter efeitos positivos na saúde e no bem-estar humano tanto física, emocional e psicologicamente. Conforme dados recentes apresentados pela OMS, a prática religiosa e o desenvolvimento da fé reduzem em mais de 40% as chances de um ser humano ter depressão, diminuindo o risco de doenças. A fé pode também ajudar a acalmar o sistema nervoso parassimpático, que é responsável pelo estado de descanso e digestão. 

Um dos mais representativos estudiosos em neurociência da fé, o neuropsicólogo Jordan Grafman, tem defendido a ampliação da pesquisa no campo envolvendo a religião, e defende ser essencial a investigação de como a espiritualidade e a religião se manifestam no cérebro e quais os seus efeitos dessa prática no ser humano. Recentemente, ele firmou parceria com o IDOR – Instituto D´Or de Pesquisas e Estudos, para a criação de um centro virtual de pesquisas em ‘neurociência das crenças’, com pesquisadores brasileiros e estrangeiros

O professor Doutor Grafman afirma: “todos nós aprendemos a acreditar – pela exposição a crenças familiares, pelo ambiente de grupos com os quais nos relacionamos e pelos conjuntos de valores de uma cultura onde desenvolvemos nossa identidade. A busca desse sistema de crenças oferece conforto, reduz a ansiedade”.

Matheus Simon, nosso convidado para o #EncontrosVirtuosos (os RVIs) do portal NomsuseLocus, influenciador que oferece cursos e consultoria para a prática da oração como inibidor da solidão, da ansiedade e medo afirma que “a descoberta da fé, pelo poder da oração concede a segurança necessária contra os vícios contemporâneos que levam ao suicídio, ao isolamento e ao pânico em variadas situações do cotidiano”.

A neurociência tem avançado e algumas certezas já são apresentadas como: a presença positiva da fé no cérebro, pela presença de estímulos positivos da prática em regiões do cérebro que nos proporciona conforto e cura. E a própria espiritualidade já tem sido responsável, comprovadamente, pela redução do estresse, causando efeitos positivos na saúde.

A presença dessas crenças, conforme o estudioso Matheus Simon, dá proteção e sensação de pertencimento – “a fé encoraja o ser humanoÂncora”, expõe.

Ele expõe tambem as manifestações da ansiedade e paulatina perda da fé pelo individuo:

  • Repentina angústia somada ao coração acelerado ou aperto do peito;
  • Viver em mente acelerada especialmente antes do dormir, impaciência e desistência rápida em fazer algo antes de começar;
  • Insegurança ou preferência pelo isolamento
  • Pensamentos negativos constantes que causam medo
  • Os pensamentos negativos podem se tornar hábitos e evoluírem para o vício que leva a outras manifestações e provocam gatilhos de embutem fugas.

Como virtude, a fé é uma virtude teologal, que age para moldar as ações humanas para as práticas do bem. No cômputo das virtudes teologais estão presentes as próprias virtudes clássicas como a Prudência, a Justiça, a Temperança e a Coragem. À Compaixão, uma virtude espiritual presente em diversas religiões se adiciona a fé, a esperança e a caridade.

Utilizando o método propagado por Louis-Marie Grignion, mais conhecido como São Luís Maria Grignion de Montfort, sacerdote francês e santo católico. pregador e escritor, cujos livros são amplamente lidos atualmente e considerados de extrema importância no Magistério da Igreja Católica, Matheus Simon foca no poder da oração para o equilíbrio, a paz individual contra os males da alma.

A maior obra de São Luis de Montford e a mais conhecida mundialmente, – o Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, redigido em 1712 e ficou escondida num cofre por 150 anos – traz dois pensamentos essenciais de seu método doutrinário:

  • A devoção a Maria é a chave que abre as portas para a graça de Deus e
  • “Deus não rejeita as orações que são oferecidas por meio de Maria.” por ALA.Oshiro

O estudioso da fé contra a ansiedade, solidão, medo e ansiedade aconselha:

“Priorize o autoconhecimento, o autodomínio. Pratique e exercite a oração”.

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