A Hora do CHA da Liderança

Liderar, para muitos, significa algo apavorante, pois a responsabilidade de administrar pessoas, o alcance de metas organizacionais, conduzir reuniões, apresentar soluções em ambientes de pressão é muito desafiador.

Você é um líder? Talvez responda rápido a esta pergunta, tendo como base se possui ou não um cargo que lhe conceda supervisão de equipes. Mas, fique sabendo que a competência liderança independe de um cargo, significa ter a capacidade de influenciar pessoas para que façam aquilo que você deseja.

Sendo assim, como desenvolver esta competência tão importante para as organizações? Muitos acreditam que o líder possui um estilo próprio: autoritário, democrático ou liberal. E que o mais indicado é o democrático.

Porém, esta teoria está ultrapassada. O livro Psicologia para Administradores, de Hersey & Blanchard (1986), defende que o estilo mais adequado é a Liderança Situacional, onde o líder não possui um método fixo para administrar sua equipe, mas adéqua seu perfil de acordo com as necessidades e maturidade de seus liderados.

Por exemplo, um membro de uma equipe recém contratado, espera ter e precisa de um acompanhamento e apoio próximo de seu líder para que ele consiga aprender, desenvolver suas funções e alcançar o desempenho esperado.

Em um segundo momento, ao passo que ele mostra evolução, o liderado necessita de que seu líder, o qual ainda o acompanha de perto, dê feedbacks a respeito do seu desempenho, isso indicará se está no “caminho” certo e por apresentar e ser reconhecido pelos resultados positivos, o motivará intensamente.

No terceiro momento, o liderado já sente certa segurança para desenvolver a tarefa de forma independente, isso também traz um sentimento de autorrealização. Neste momento, o líder confia em seu trabalho e sabe que irá apresentar bons resultados. Mostra que reconhece sua potencialidade por fazê-lo participar das soluções e do estabelecimento de objetivos e metas organizacionais. Isso faz com se sinta estimado pela equipe e pelo líder.

No ultimo momento, o liderado está totalmente amadurecido. Espera e precisa que seu líder delegue e lhe dê independência, para que se autogerencie. As tarefas cotidianas dispensam qualquer acompanhamento e feedbacks. Isso significa que o líder confia nele, que está preparado para um passo adiante em sua carreira, há uma sinergia e isso o motiva.

Notamos assim, que o líder age de acordo com a necessidade, expectativa e maturidade do liderado e o conduz ao desenvolvimento profissional.

Para praticar o perfil de Liderança Situacional, o líder precisa ser observador, ter capacidade analítica e empatia para entender as necessidades da sua equipe e mediante isto, ensiná-la, aconselhá-la e orientá-la, atuando como um mestre frente a seus discípulos. Cabe a ele orientar, ensinar e posicionar-se ma retaguarda. Desenvolver a competência do back, ou seja, dar a oportunidade do outro brilhar. O melhor líder é aquele que se  sente realizado com o brilho do outro. E desenvolve a habilidade de compreensão do olhar a partir do outro. Portanto, o líder precisa ter didática e boa capacidade de comunicação, isso não só inclui a expressão oral e gestual, mas também saber ouvir e escrever bem.

A capacidade analítica proporcionará também ao líder a aptidão para notar as fragilidades e potencialidades da organização e apresentar soluções, decisões e negociações efetivas.

Portanto, conforme vimos, a competência liderança possui uma interdependência com outras competências relacionadas: capacidade analítica, empatia, didática, capacidade de comunicação, decisão e negociação. E estes CHAs – Conhecimentos Habilidades e Atitudes, dão poder ao líder para que ele seja respeitado, assim como as informações que possui, seu exemplo, seu cargo (se tiver), sua capacidade de recompensar, por possuir contatos importantes ou mesmo por, de certa forma, impor temor de forma saudável e equilibrada.

Todos podem desenvolver uma liderança de sucesso e suas competências relacionadas, convido, portanto, que você leitor continue acompanhando esta coluna, pois, nos próximos artigos, publicarei orientações práticas sobre como poderão desenvolvê-las.

Referência:

HERSEY, Paul; BLANCHARD, Kenneth H. Psicologia para administradores: a teoria e as técnicas da liderança situacional. São Paulo: EPU, 1986.

** Cristina Alves é publicitária, especializada em Comunicação Organizacional, professora universitária em cursos de graduação e pós graduação, com ampla atuação na formação de líderes em programas de desenvolvimento de liderança, desenvolvimento de competências e habilidades para empreendedores e gestores de organizações de variados portes. Contatos com a autora na t.academia e nomuselocus: cris@tacademia.com.br.

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