Insight

Luciana Moherdaui
Disrupção, Dossiê, Insight

Vale a pena revidar fake news com fake news?

As fake news são a bola da vez na atual campanha eleitoral para presidente da república e governadores. Mas a disputa discursiva, retórica, no espaço das redes criando fatos ou mentiras, as fake news e uma estratégia saudável? Leia! Diante da escalada de ataques entre as campanhas de Jair Bolsonaro e Lula neste segundo turno e o debate que se formou em torno de apoiadores do PT aplicar os mesmos métodos da militância do seu adversário, o atual presidente Jair Bolsonaro – se vale a rebater fake news com mais fake news -, Malu Gaspar, afirmou, em sua coluna no jornal “O Globo”, que se trata de pergunta errada para o momento.    “Claro que não existe mentira do bem – quanto mais mentira baseada em homofobia. Por outro lado, responder a ataques com flores e amor tampouco vai resolver alguma coisa. Se há uma lição que qualquer pessoa que já acompanhou uma grande campanha eleitoral no Brasil aprendeu é que, por mais sujas e feias que sejam, campanhas negativas funcionam”. O problema não está na tática negativa que quase sempre funciona em campanhas em todo o mundo. Mas no dilema que envolve o discurso do PT em relação a fake news. Enquanto a conta oficial de Lula alerta para eleitores não acreditarem em falsidades espalhadas por bolsonaristas em grupos, o deputado mineiro André Janotes (Avante-MG), principal apoiador do ex-presidente, defende a divulgação de desinformação. A estratégia, denominada “janonismo cultural” pela cientista política Letícia Cesarino, “apropriou-se da estética da comunicação bolsonarista nas redes —caracterizada por montagens toscas, prints sem contexto, memes e difusão rápida —, além de assumir uma postura de ataque, saindo da posição reativa. Na roda, entram até conteúdos comprovadamente falsos ou distorcidos”, conforme definiu Cesarino a “Folha de S.Paulo”.  A contradição dividiu opiniões nas redes sociais e na imprensa, uma vez que a oposição a Bolsonaro sempre colocou as fake news como definidoras do resultado do pleito de 2018, e as combateu veementemente – o que não se pode comprovar matematicamente. O argumento agora é que revidar fake news com fake news é legítimo. Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Maurício Moura, presidente do IDEA BIG DATA, confirmou o que alguns pesquisadores têm afirmado, desde a vitória do atual mandatário: “[…] do ponto de vista acadêmico e estatístico, é praticamente impossível isolar o efeito de fake news”. A sujeira levantada nesta reta final da campanha por bolsonaristas e encabeçada por Janones  – homofobia, ataques a nordestinos, canibalismo, presidiários e guerra religiosa, entre tantos outros -, trouxe um desalento a quem pensou que as medidas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplacariam a distribuição desenfreada de conteúdos dessa natureza. Mas o que se constatou foi a impossibilidade de fechar esse “esgoto”, como definiu Marco Ruediger, diretor de Análise de Políticas Públicas da FGV, à “Folha”. Mesmo banidos pelo TSE, vídeos de baixo nível continuam a circular pela internet, pululando de uma rede a outra. O bolsonarismo, por ter institucionalizado as fake news, não demonstra abatimento com as decisões do Tribunal. Pelo contrário, tem uma rede de articulação cuja dimensão não se pode mensurar. Já o PT busca se descolar do janonismo: “[…] o Janones não é da coordenação de comunicação da campanha”, disse a O Estado de S. Paulo, Edinho Silva, um dos coordenadores de comunicação de Lula. Mas é sabido que o deputado dá expediente em reuniões do partido e orienta ações na internet. Em que pesem as diferentes condições dos adversários no campo digital, revidar fake news com fake news coloca em evidência a incongruência petista e a falta de um plano em um espaço em que Bolsonaro nada de braçadas. Mimetizá-lo não aumentou as intenções de votos de Lula, e o presidente avança. #fakenews, #notíciasfalsas, #campanhapolítica, #polarização, #vicios, #virtudes, #reputação, #marketingpolítico ** Os artigos expressam a visão, olhar e opinião de seus articulistas. Nem sempre expressam a opinião de nossos editores e do NomuseLocus. Mas, todos ao serem convidados para colaborar com nosso projeto é porque estão em sintonia e alinhados com nosso conceito das reputações virtuosas. 

Will Smith
Dossiê, Insight, Reputação

O tapa de Will Smith, o Oscar, a Vaidade e o valor reputacional

Quando Will Smith deu um tapa na cara de Chris Rock, após o comediante, que apresentava o prêmio de melhor documentário, fazer uma piada sobre a cabeça raspada de sua esposa, Jada Pinkett Smith, seu ato gerou pautas para todos os meios de comunicação on e offlines globais e em conversas nos mais variados ambientes sociais e de negócios. Leia! Todas as discussões e argumentos apresentados nos mais variados contextos de fala se pautaram por diversas visões e posicionamentos. Alguns destes em redes sociais respaldaram nas questões das normas jurídicas. Dentre estes aquele que me causou maior atenção foi o que ressoou na discussão em relação à honra, calúnia e difamação – crime previsto no código penal brasileiro (artigo 138: calúnia (art. 138), difamação (art. 139) e injúria (art. 140). Ufa! Se houvesse ocorrido no Brasil, Will poderia faturar um bom dinheiro –em reais, logicamente! Mas, a questão é muito mais complexa e de enorme risco para toda e qualquer pessoa ou organização em tempos de ESG, economia comportamental, da experiência e de vida tecno informacional global e virtualizada. Inserindo o ato no ambiente jurídico brasileiro, considerando o delito contra a honra, segundo juristas e advogados especializados, é considerado de menor potencial ofensivo pois em regra geral, a ação penal é privada, sendo de exclusiva iniciativa da vítima (personalíssima, no caso, Will Smith) que se procede mediante “queixa-crime”, no Juizado Especial Criminal. Assim, sob esse prisma o agente do delito (Chris Rock) em sua narrativa não pecou contra a honra de Will, mas difamou Jada, que não reagiu, ao contrário, em sua manifestação posterior ao ato, afirmou: “…esse é um tempo de cura, e estou aqui para isso; é um tempo em que a humanidade necessita de cura!” Diante disso podemos nos adentrar para outra vertente dos atos daquele locus entre Smith e de Rock: Rock injuriou Jada, que não reagiu e proferiu discurso de conciliação e paz. Rock foi imoral, proferiu piada de mau gosto (mas piada e discursos engraçadinhos fazem parte da lógica dos apresentadores do Oscar) e foi inconveniente. Nos voltemos então a Smith e seu ato agressivo e podemos indagar: se a mensagem inconveniente não foi dirigida a ele, como podemos analisar seu ato? Por que ele teve aquela atitude? Respostas podem ser as mais variadas possíveis, respaldando até mesmo em aspectos como o machismo, a vaidade, o poder e em todos o componente das paixões humanas – os vícios e as virtudes. Se formos pela perspectiva do machismo, temos o componente do ator macho, cuja concepção está associada à uma masculinidade exacerbada; que implica na sensação de superioridade sob o feminino pautada unicamente no seu sexo e reafirmada através dos “deveres” para com a família. Se assumirmos essa perspectiva, adentramos à perspectiva de que atitudes machistas envolverem várias caracterizações. Dentre elas, o pensamento presente no cotidiano da sociedade, por parte de homens e mulheres, baseada na crença de que mulher “tem que se dar o respeito” ou “a mulher tem que ser ou precisa ser protegida pelo homem”. Vale ainda expormos outra perspectiva antes de iniciarmos a lógica entre os atos, atitudes e o fluxo reputacional. Continuemos centrados no agente da agressão. A agressividade embute uma tendência a atacar, à provocação e os dicionários de nossa língua pátrea preconizam: “[…] o comportamento agressivo pode ser iniciado quando a pessoa que o manifesta sente-se injustiçada, desmerecida, humilhada, inferiorizada e não pode perceber outras formas de administrar o descontentamento. Cabe uma citação do site da CVV que lida com esses comportamentos que levam ao limite, redundando em depressão aguda e suicídio: “[…] a agressividade é um comportamento emocional que faz parte da afetividade das pessoas. A maneira de reagir frente a ela é que varia muito de indivíduo para indivíduo. Como um mecanismo de defesa presente no âmago de todos os seres humanos, mesmo naqueles que consideramos mais evoluídos, procuramos, muitas vezes, reprimi-la, ignorando-a, como se o fato de não falar a respeito fizesse com que desaparecesse. Na maioria das vezes, evitamos até admitir a sua existência dentro de nós, porque a tememos. Sob esse prisma temos o dolo sofrido pela outra parte: Chris Rock, em um ambiente que naquele momento tinha uma audiência global da ordem de 15,3 milhões de pessoas, em realtime, enquanto tradicionalmente, segundo a Nielsen, ela estava em não mais de 13,7 milhões de espectadores. O tapa elevou a audiência do evento e expôs globalmente e, principalmente, ao mercado, a humanidade de Will. Podemos traçar um grande questionamento e jogar ao ar a busca por uma resposta: quem foi o humilhado; quem sofreu o dolo? Will Smith, sua esposa, Jada Pinket Smith ou Chris Rock? Porém, não é essa a proposta do artigo, mas apenas aproveitar a oportunidade e propiciar ao leitor a reflexão acerca das consequências dos atos e falas e das atitudes, tão alinhadas com as experiências, conceitos e paradigmas apreendidos ao longo de uma vida. E de quanto é imprescindível refletirmos acerca de tudo aquilo que aprendemos e nos ensinaram. Vivemos, como afirmou a sábia esposa de Will Smith, em tempos de cura, de reflexão e de reaprendizado. O contexto da análise exige ser ampliado para alinharmos os pilares constitutivos deste artigo. Leia o complemento do artigo e suas conclusões e dicas no site d a plataforma T.Academia em T.Academia – Artigos (tacademia.com.br).

coração
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Setembro vermelho – movimento em prol do coração

Criada pela Federação Mundial do Coração, a campanha Setembro Vermelho, que culmina no dia 29 de setembro, busca conscientizar sobre prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares. Nós entramos no movimento e falamos com o Dr. Marcio Steinbruch sobre os riscos, causas e como prevenir problemas circulatórios e do coração. Assista! 50% dos eventos agudos cardiovasculares (infarto do miocárdio) não podem ser previstos a partir das classificações de risco atualmente disponíveis. No Brasil mais de 230 mil morreram por doenças cardiovasculares em 2021, o que representa um aumento de 6,8% em relação a 2019, uma alta de 12,5% comparando-se ao periodo pré-pandêmico. Em comparação com o mesmo período de 2020, houve um aumento de 6,8% das mortes por doenças do coração, segundo levantamento feito pela rede CNN no portal de transparência da Arpen-Brasil (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Esses dados, de acordo com especialistas, como na fala do Dr. Marcio Steinbruch, entrevistado este mês no quadro Virtuosidades, liderado por nossa editora Ana Lúcia De Alcântara Oshiro, deve-se, principalmentem, a ausência de diagnósticos, ao sedentarismo, pois muitos ficaram em homeoffice ou foram forçados ao lockdown, bem como o tabagismo, aumentado em função da ansiedade e stress. Prevenir, como ressaltou o Dr Steinbruch é sempre melhor. “Não espere sentir alguma dor ou sintoma, previna-se, antecipadamente”, reafirma o médico. Assista o bate papo do Dr. Steinbruch no link e também se desejar mais esclarecimento acesse o site do Dr. Steinbruch.

Banner de setembro amarelo, todos pela vida
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O suicídio, mal do século no setembro amarelo

O suicídio já é uma das causas de destaque em óbitos no mundo. Essa realidade levou a OMS – Organização Mundial da Saúde a definir como meta até 2030 eliminar esse problema do planeta. O que leva a esse contexto? Como detectar? Como ajudar. Esse é o bate papo do quadro mensal Virtuosidades no setembro amarelo, aqui no nosso canal. De acordo com a Organização Pan Americana de Saúde, ligada à OMS, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos. Para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano. A tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral. 79% dos suicídios no mundo ocorrem em países de baixa e média renda. Tornou-se, efetivamente, um grande problema nos eculo 21, de saúde pública. E o mais triste, conforme a própria organização, é que ele já é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Quais são as causas desse crescimento, são diversas. Dentre elas, a solidão própria de grandes metrópoles, a incerteza com o futuro, a exigência de perfis e identidades, incompatíveis com a percepção do indivíduo e tantas outras. Dentre as principais causas do suicídio, estão em primeiro lugar, a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias químicas e o álcool.  No Brasil são registrados mais de 13 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo.  Assista aqui no nosso portal o bate papo com a Dra, psicologa e intervencionista em crises de suicidio, professora do Centro de Ensino do Distrito Federal, Adriana de Oliveira. No link  e nesse portal. O setembro Amarelo é uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM e a campanha vai ao ar todos os anos, no dia 10 de setembro. Ambas as entidades oferecem uma cartilha sobre o Suicídio que pode ser obtida pelo link. 

Tati Mazzei
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Os metaversos estão surgindo aos montes. A pergunta que fica é: há uma preocupação ética nas relações vivenciadas nestes mundos virtuais?

A tecnologia está aí e, certamente, em algum momento dos últimos meses, você deve ter lido, visto ou ouvido algo sobre o tão falado “metaverso”.Se ainda não viu nada a respeito, você necessita, imediatamente, de um banho de imersão sobre este assunto,. Tema do quadro Insights Disruptivos de setembro. Leia o artigo e assista o vídeo. O termo “metaverso” foi mencionado pela primeira vez em 1992, ainda no século XX, em um romance de ficção científica chamado “Snow Crash” do autor Neal Stephenson, escritor norte-americano conhecido por suas obras de ficção especulativa. Quem diria, que num futuro próximo, seus manuscritos se tornariam extremamente reais, não é? Pois é. Esses universos tão mencionados, derivam de um conceito que vai de encontro ao termo “phygital”, que surge da fusão entre as palavras physical (físico em inglês) e digital, ou seja, a integração e convergência entre os mundos físico e digital. O conceito vem sendo tão amplamente desenvolvido que acabou ganhando definições mais abrangentes e outras mais específicas, dependendo do contexto. Porém, o mais importante nisso tudo é que saibamos que, independente da categorização imposta, está relacionado a esta ‘nova’ internet na qual uma sociedade virtual “democratizada” apresenta convergências de realidade virtual e física, contendo espaços virtuais persistentes e principalmente, um gêmeo digital ou duplo virtual nosso, neste mundo todo próprio. As definições podem ser muitas. Alguns, como é o caso da adotada por Dare Tsui, CEO da Togheter Labs, diz que se trata de um espaço 3D onde as pessoas podem interagir de alguma forma a partir de três atributos virtuais: presença social, persistência e compartilhamento. Ou então, como mencionou Kerry Murphy, fundador e CEO da “The Fabricant” ,“[…]o metaverso é apenas uma camada digital de nossas vidas. O metaverso existirá quando tudo o que fazemos, digitalmente, estiver completamente conectado. Então, se eu comprar uma camiseta amarela na Fortnite, posso usá-la no Instagram, posso usá-la no Facebook – tenho uma experiência de uso de RA e todos estão completamente interconectados. O metaverso é apenas uma extensão de nossas vidas físicas para o ‘reino’ digital”. Leia o artigo completo no site da T.Academia e aproveita, inscreva-se e acesse todos os conteúdos e se integre nos futuros encontros, workshops e reflexões promovidos pela T.Academia e o NomsueLocus.

Insight

O CHA das competências para a CRISE. Sabe quais os desafios?

A pergunta não é se você ou a organização na qual pertence passará por uma situação de crise, porque todos passaremos por uma situação de crise, em algum momento de nossas vidas, mais cedo ou mais tarde. Sendo assim, a questão principal é: você está preparado? Leia sobre os contextos, por que ocorrem eas competências exigidas de um líder. A palavra crise vem do grego, “krisis” e significa ruptura de uma situação em equilíbrio, ou seja, trata-se de uma mudança brusca ou uma alteração importante no cotidiano de uma pessoa ou organização que traz uma adversidade, tornando-se um acontecimento público. Um escândalo pode prejudicar o que temos de mais valioso: a nossa reputação e assim, toda dedicação de se criar e manter um “bom nome”, uma boa imagem, durante toda uma vida, vai “por água abaixo”.  Grandes nomes ou marcas bem estabilizadas podem cair na descredibilidade, entrar em decadência e na ruína de uma hora para outra. Mas, o que pode nos levar a uma situação de crise? Visto que, naturalmente, todos possuímos uma certa probabilidade para o erro, também estamos todos sujeitos a uma situação de crise. Erros, más decisões ou mesmo a atitude ou comportamento desconexos podem nos responsabilizar por situações tais como: Há algumas áreas de atuação em que a probabilidade de crise é maior, por exemplo: Alguns casos históricos famosos de empresas que sofreram crises: Estaremos envolvidos em uma crise quando estes descuidos forem cometidos por nós, por pessoas ou instituições que nos representam ou que estão sob a nossa responsabilidade (mesmo que não sejamos de alguma forma diretamente culpados). Quer ter dicas de como se comportar perante uma crise? Quais as competências exigidas nesse contexto? Leia o artigo completo na tacademia.com.br/Artigos ou no link T.Academia – Artigos (tacademia.com.br) Até o próximo CHA

Tati Mazzei
Dossiê, Insight

A privacidade no Capitalismo da Vigilância. É possível?

Em sua fala, a professora e pesquisadora das disrupções em ambiente midiático, das mídias e as inetrfaces com as NTICs e formatos de disseminaçãod e mensagens, articulações mercadológicas em ambientes das redes sociais, traz a reflexão sobre o universo do significado de privacidade no mundo contemporâneo de um capitalismo, dito como de vigilância. termo alcunhado pela pesquisadora e professora da Universidade de Harvard, Shoshana Zuboff, autora do livro Capitalismo de Vigilância e tambem de outras outras relacionadas, como In The Age of the Smart Machine: the Future of Work and Power and The Support Economy: Why Corporations Are Failing Individuals and the Next Episode of Capitalism.  No artigo complementar à sua fala no canal NomuseLocus, Tatiana Mazzei amplia a abordagem ao narrar o sistema “score scores”, uma tendência de controle que vem se disseminando como alternativa por muitos governos, como pelo Estado chinês para controlar e monitorar o comportamento dos cidadãos. Essa abordagem e mais uma ampla reflexão a respeito pode ser acessada no artigo desenvolvido pela Tatiana Mazzei, disponível no site da plataforma TAcademia, na área de Whitepapers. Acesse: T.Academia – Artigos/Whitepapers (tacademia.com.br.

Tati Mazzei
Dossiê, Insight

“Inteligência Artificial Quando a perspicácia da máquina não é tão boa assim, de quem é a culpa?”

“E aí Alexa, qual a temperatura hoje?”, “Olá Bia, qual o meu saldo disponível em conta?”, “Olá Siri, bom dia. Ligue para o fulano de tal, por favor”. Você certamente já executou algum destes comandos ou então conhece alguém próximo que os realize com alguma frequência, não é? Os assistentes virtuais, ainda mais em tempos de pandemia, têm sido uma companhia cada vez mais frequente na vida de todos nós. O mais inacreditável, é que não precisamos estender as mãos, fazer gestos ou qualquer tipo de exercício mirabolante para que seja possível solicitar tarefas a estas máquinas. Basta apenas um simples comando de voz. A IA, conhecida por muitos como Inteligência Artificial, está se aprimorando com uma rapidez assustadora. Isso porque, os cientistas de dados, para programar computadores, utilizam-se de duas formas possíveis de programação: uma, onde são inseridos códigos e onde se solicita que seja feito algo, ou então, a utilizada com maior frequência atualmente, a chamada “machine learning”, onde o aprendizado da máquina se dá através não só dos dados primários nela inseridos, como também em todas as demais informações coletadas durante a interação humano-máquina, com o objetivo de justamente aprimorar tais relações. Durante tal interação, além da coleta dos dados, os sistemas de computação não só os lê, como também aprende, interpreta e classifica tudo aquilo iputado via software e processado por poderosas máquinas computacionais. Vale aqui a premissa: “Quanto mais compartilharem coisas no ambiente virtual, mais a máquinas e sistemas aprenderão”. E pensar que há bem pouco tempo, há algumas poucas décadas, essa interatividade só seria possível e aconteceria em desenhos como os Jetson’s, onde a robô Rose era praticamente uma humanóide ou então em filmes futuristas como o Comandante Data em Star Trek, o C-3PO de Star Wars ou então indo para algo mais extremo, no Exterminador do Futuro. Quando poderíamos sequer imaginar que a ficção de fato se tornaria realidade e em tão pouco tempo? Afinal, está no imaginário coletivo assistirmos aos robôs que pensam como seres humanos e que acabam por dominar o mundo, tomando seu lugar. Mas então, como as máquinas aprendem? Os computadores são imbuídos de pensamentos mágicos? Claro que não. A autora do livro “Artificial Unintelligence: How Computers Misunderstand the World”, Meredith Broussard, deixa bem claro que, antes de mais nada, é preciso compreender que a Inteligência Artificial, não é algo sobrenatural, mas sim, puramente matemático. A IA teve seu início na Faculdade de Dartmouth em 1956, justamente no Departamento de Matemática daquela instituição, onde sua eficiência pôde ser demonstrada  pela performance em jogos, mais especificamente o xadrez, quando o campeão mundial Kasparov, acabou sendo derrotado por Deep Blue, o supercomputador criado pela IBM. É preciso também compreender que o machine learning, ou seja, o aprendizado de máquina, pontua probabilidades do que iremos ou não fazer, com base nos dados inseridos nos sistemas, posteriormente interpretados e utilizados, processados e analisados, para nos oferecer produtos e serviços dos mais diversos, com base no nosso comportamento passado – principalmente em redes sociais, que são nada mais do que poderosos algoritmos desenvolvidos para entender e aprender, com base no que expressamos cognitivamente. Mas então, onde está o problema? Na realidade, é importante que saibamos que há diferentes tipos de inteligência, onde o conceito de normalidade quanto à tecnologia e a sociedade, se dá em um número muito reduzido e homogêneo de pessoas. Não é possível, portanto, separar o social do técnico. Eles caminham juntos. O que a IA faz é justamente utilizar os dados para ensinar a máquina a identificar padrões comportamentais. E aí é que mora o perigo. A IA é suscetível a erros e vieses. Se os dados usados forem dados distorcidos ou irreais, os resultados apresentados também o serão. A Inteligência Artificial é o reflexo da história. Se pararmos para pensar um pouco, quem nos dá o entendimento sobre o que hoje conhecemos de tecnologia, são algumas personalidades que estiveram ou estão por trás das chamadas Big Techs. Não precisamos ir muito longe, basta que observemos tudo o que já foi dito por Steve Jobs da Apple, Bill Gates da Microsoft, Mark Zuckerberg do Facebook, Elon Musk da Tesla e Jeff Bezos da Amazon. Resumindo, ensinamos as máquinas através dos exemplos que fornecemos para que elas aprendam. Para que fique mais claro o seu entendimento no assunto, recomendo que assista ao documentário “Coded Bias” atualmente disponível na Netflix, onde vários estudiosos e cientistas abordam justamente as iniquidades dos algoritmos que alimentam a IA artificial e quais são os resultados desastrosos por trás disso. Você já deve imaginar do que estou falando. Sim, desigualdade, injustiça, parcialidade, facciosismo, partidarismo e muita arbitrariedade, são só alguns dos possíveis problemas apontados por um uso incompleto, incorreto ou distorcido de dados. Elas, na verdade, são espelhos das próprias percepções e valores do ser humano. Cathy O’Neil, autora do livro “Weapons of Math Destruction”, aborda em seu livro, justamente o impacto da IA na vida das pessoas, justamente discorrendo sobre o fato de que se os algoritmos não forem bem trabalhados, se forem desenvolvidos com o padrão distorcido de quem o construiu ou arquitetou, poderão ser destrutivos e prejudiciais de alguma forma, no futuro. O que percebemos é que os algoritmos fazem cada vez mais parte de nossa vida cotidiana e que possuem cada vez mais influência em nossas decisões diárias, sendo na maioria das vezes tomados como uma verdade absoluta. A questão preocupante e que também é abordada com primor pela autora Shoshana Zuboff, no livro “A era do capitalismo de vigilância” é justamente o poder embutido aos algoritmos pelo próprio ser humano e como isso vem crescendo de forma atroz. Vale aqui algumas reflexões: Quem são os donos de tais códigos e que detêm toda essa gama de informação sobre outras pessoas? Isso porque trata-se de uma relação completamente assimétrica e desigual, visto que as pessoas são influenciadas e sofrem consequências sobre o uso destes tais padrões e pouco conhecem ou são informadas sobre isso. Porque não são disponibilizados e expostos de forma

Uma marca pode influenciar?Como influenciar no meio digital
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Uma marca pode influenciar? Como influenciar no meio digital

O termo influenciar já traz um significado de control; embute um ato, uma ação psicológica, significando uma ascendência sobre (alguém ou algo). Mas, em tempos de virtualidade, ser capaz de induzir ou direcionar comportamentos, modos de pensar e impor ideias, significa dispor de poder. Veja a discussão e o bate papo com Carol Terra que fala de seu novo livro. sentidos e até de definir comportamentos em benefício, seja para valorizar ativos – e as marcas são nos dias atuais poderosos ativos imateriais – ou para manter poder, ampliar market share, representar dominar técnicas, processos, diálogos onde a comunicação é o principal componente. Mas quando se contextualiza o termo influenciar em cenário contemporâneo, de pandemia, o significado amplia-se para outros significar. O que é influenciar, qual a responsabilidade de uma marca quando desenvolve uma estratégia de ampliação de Market share, de credibilidade na busca de perenidade e confiança? Puxa, vida! Fica complicado e complexo. Inserindo essa questão no universo do que denominamos “reputações virtuosas que integram” o sentido fica ainda mais complexo. Imagina quando se contextualizados no universo das exigências dos próximos 30 anos e de normas que preconizam comportamentos organizacionais sustentáveis, inclusivos, democráticos, diversificados e responsáveis social, moral, economicamente, financeiramente? No universo do marketing, marcas influenciadoras envolve práticas e ações focadas em indivíduos que exerçam influência ou liderança sobre potenciais clientes de uma marca. Como benefício, os influenciadores interferem nas decisões de compra dos clientes a favor de uma determinada marca. Isso acontece porque os influenciadores estabelecem uma relação de confiança com seus públicos. Nesse sentido, recentemente, o Jornal Meio e Mensagem apresentou ano passado, as principais tendências para o dito marketing de influência para 2020. Dentre estas, ele citava a da identificação de propósitos e valores pelas mensagens. Aqui está o “x” da questão, a saber: nenhuma marca nos dias atuais e em tempos de relacionamentos e experiências vivenciadas em universo de redes digitais virtuais, onde os grupos e seus pares se identificam, engajam e experimentam pela igualdade de causas, ideias, pensamentos e valores, terá a capacidade de “influenciar”, dentro do principio preconizado pelo ‘marketing de influência’, se essa estratégia ou objetivos não estiverem contemplados no equilibrio da verdade, credibilidade, qualidade da mensagem e confiança. Para contextualizar esse conceito e levar à mesa alguns destes aspectos, batemos um papo estimulante com Carol Terra, que recentemente lançou seu mais novo livro, fruto de sua pesquisa de pós doutorado a respeito da temática sob o titulo “marcas influenciadoras”. O livro, sob o titulo “Marcas Influenciadoras Digitais: como transformar organizações em produtoras de conteúdo digital”, Carol, a partir da questão: seria possível uma marca se transformar em um agente influenciador no ambiente digital? Vai argumentando e apresentando o caminho para uma marca ser influenciadora no ambiente digital. No pós-doc que dá origem ao livro, Carolina disseca conceitos como broadcast, socialcast e brandcast, referindo-se aos grandes grupos de comunicação e seus veículos, à possibilidade de comunicação entre indivíduos e o surgimento dos influenciadores digitais para, finalmente, tratar das marcas como produtoras de conteúdo e disseminadoras de informações por meio de seus próprios canais, respectivamente. A autora também passa pela conceituação sobre influência, relação entre marcas e influenciadores digitais e a “cereja do bolo” da obra encontra-se na oportunidade e na possibilidade de que as organizações, possam, elas próprias, se tornarem publishers de conteúdo e agentes influenciadores autônomos. Assiste no nosso canal o bate papo com Carolina Terra e acompanhe nossos estudos, reflexões e publicações acerca do tema influência, reputação e virtudes e outros temas na www.tacademia.com.br. #marcasinfluenciadorasnodigital #virtudedasmarcas #reputaçõesvirtuosasintegradoras  #carolinaterra

Responsabilidade – implicações individuais, coletivas de caráter e dano a outrem
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Responsabilidade – implicações individuais, coletivas de caráter e dano a outrem

Mas além do individual, Responsabilidade implica na questão do dano a outrem e no locus das  empresas, envolve tambem a concepção da Responsabilidade de uma organização, empresas. Mas, essa reflexão e discussão fica para a continuidade dessa Reflexão do quadro Virtuosidade no canal nomuselocus. Nossa discussão aqui aborda a Responsabilidade sob o prisma do conceito do termo, da convivência de um sujeito com um outro ser humano. Segundo os estudiosos do tema, Responsabilidade é uma virtude, como o Respeito, e que implica numa maturação de experiências, que sejam positivas, ao longo da vida de um indivíduo, transformando-a em valor para ele.. À medida que estas experiência se tornam positivas, prazerosas que dão satisfaçao, prazer ao indivíduo, sem no entanto haver troca por algo, no ato de “ter”, essa atitude – respeito, por exemplo – ela passa a ter um valor e introjeta-se na personalidade– tornando parte de seu caráter, sua identidade, como pessoa. Conforme  Priscilla Normando, em seu artigo “Um breve Estudo sobre o Conceito de Responsabilidade”, disponível em revista digital, Responsabilidade, num sentido comum, diz  respeito  à  condição  ou qualidade  de  alguém  em  ser  responsável. Para tal, esse ‘ser responsável’ pressupõe que o indivíduo é dotado da capacidade consciente dos atos que pratica, voluntariamente – “que consiga saber,  antes  de  agir, das  consequências de sua vontade”. Dessa maneira, essa consciência dá ao agente ‘responsável’ ou  portador  da responsabilidade, a  obrigação  de  reparar  os  danos  causados  a  outrem –  através  da  efetividade de  seus  atos. Normando (2012, pg. 246-) expõe que  a noção  de  responsabilidade “[…] coletiva  ou  de  uma  responsabilidade  compartilhada,  entre  sujeitos  de  uma  mesma  comunidade, refere-se, ao mesmo tempo, a um problema ético/moral e também a um problema político. Moral, pois considera o  envolvimento  dos  agentes  causadores  de  certo  mal  e  as suas  intenções  em  relação  a  isso”.  Político,  pois  diz  respeito  à  comunidade  humana  e  suas  formas  de  associação  e  formação.   Consequentemente, para  além  da  questão  da  pura  culpa  por  fazer  ou  não  algo  condenável,  “[…] a responsabilidade diz respeito à questão dos limites da ação humana frente à própria comunidade em que está inserida, por opção ou por causalidade. Porém, segundo a autora, o problema da responsabilidade coletiva surge no momento em que separamos a noção da responsabilidade da esfera  da  culpa – ‘já que é  possível  ser  responsável,  mas  não  culpado  por  algo  que  já  aconteceu”, ressalta.  Para que  exista  a  responsabilidade coletiva, diz ela, “[…] é  preciso  aceitar  a possibilidade  de  algum  tipo  de  intenção  coletiva  no  processo  de  uma  ação  qualquer.  Aceitando a intenção coletiva, pode-se  dizer  que  membros  de  uma  mesma  coletividade  seriam  responsáveis pelas ações de outrem pertencentes à mesma comunidade”- um conceito que pode ser inserido em uma organização, por exemplo, no caso de atos praticados por terceiros, mas que pertencentes àquela comunidade organizacional, acerretaria em responsabilidade do todo, como coletivo. Mas, no tocante à Responsabilidade individual e do papel do indivíduo em uma comunidade, a autora sustenta sua argumentação a partir da filosofia de Hans Jonas, que faz uma releitura dos  imperativos  kantianos. Em sua obra, “O Princípio da Responsabilidade”, Jonas expõe (Jonas.2006, citado por Normando, 2012): O  objeto  “sagrado”  de  Jonas  seria  a  própria  permanência  da  vida  humana  na  terra  e  a manutenção de seu principal objetivo: “a prosperidade do homem na sua humanidade íntegra”. Apresentado como um ‘quase’ dogma sobre como dispor de atos responsáveis, a fala do filósofo pode nos nortear a respeito dos limites da Responsabilidade Individual em nossas atitudes – ou seja, ações que nos apresentem ao outro como sujeitos coerentes, com atos praticados ao longo de uma existência, apresentados como respeitosos, por exemplo. Respeito, que pode ser estendido nos atos que não impactem em dano à vida, à sobrevivência, ao bem estar de um outro ser humano. Na ampliação do conceito, a autora introduz a Responsabilidade Individual na relação com o ambiente social. Nesse aspecto, “a responsabilidade  primeira  de  qualquer  humano  ao  agir  seria  pensar  em  como  aquela  ação  estaria comprometendo  o  futuro  da  própria  humanidade”, diz ela. Nessa forma, entramos no universo da filosofia do Direito, no contexto do dever e a relação com os sistemas políticos que operam na reponsabilidade – e onde se inserem as normas e regras das prerrogativas legais. Nesse sentido, na filosofia do Direito, conforme expõe Normanda pela fala de NEUBERG, M (2003), a responsabilidade  passa a ser amoral,  ou seja, isento da esfera da avaliação moral, valendo para a imputabilidade de um ato como “irresponsável”, os critérios fixados em  lei  e não as  intenções  do  agente. “O  ato  ilegal”, narra a autora, “o  é  na  medida  em  que  a  comunidade  o institui como ilegal, em uma consideração comunitária do que   seria  justo   ou   injusto,   certo   ou   errado.   Se a   sanção   penal   supostamente   pressupõe  a responsabilidade  moral,  ela  não  pressupõe  a culpabilidade moral”.  Assim, um ato  ilegal não necessariamente é imoral e tão pouco o contrário será considerado como verdadeiro. Em Jonas, expõe Normanda (2012), “[…] o poder de iniciar ou continuar uma ação, como condição da responsabilidade, deve ser entendido do ponto de vista legal e não moral, pois o possível dano de uma  ação  deve  ser  reparado  independente  de  sua  consequência  ter  sido  calculada  ou  não  pelo agentes. Dessa firma, “[…] a punição passa  a  ter  uma  carga  moral  na medida  em  que  igualamos  os  enunciados  “Deve- se  uma  compensação.”  e  “Culpado!” – misturando-se  a  carga  moral  e  a  resposta  pela  consequência  de  um  ato  ou  negligência,  se  igualam  a responsabilidade funcional e a responsabilidade moral”. Podemos concluir, com base nas argumentações da autora e dos autores citados por ela, que a Responsabilidade, no aspecto individual, está situada naquele universo onde transitam as questões morais, e implica na necessidade de coerência nas atitudes e aprendizado, positivo – por meio de experimentações desde a infância – que irão, ao longo de uma existência, definir o caráter de um sujeito. Quando esse individuo passa à convivência social, coletiva, em uma dada comunidade ou sociedade, ele inicia o processo de sujeição às normativas, regras embutidas no sistema político

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