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Chamada à responsabilidade para organizações, líderes e indivíduos
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Chamada à responsabilidade para organizações, líderes e indivíduos

A comunicação no século 21 significa poder, já afirmava, em 2010, Manuel Castells, o renomado teórico espanhol. Deter o conhecimento dos processos do comunicar, diz ele, representa no século 21 estar inserido ou não, no novo ambiente econômico e social. A professora e pesquisadora Margarida Kunsch tem em sua trajetória o engajamento na causa comunicação. Ela é cientista renomada, referência no Brasil, América Latina e na Europa quando o tema é comunicação nas organizações. É uma das pesquisadoras, neste campo, com o maior número de publicações (35 coletâneas, com mais de 80 capítulos e 30 artigos científicos) no Brasil e no mundo. Já formou mais de 33 doutores e 23 mestres. Margarida Kunsch é atualmente pró reitora de Cultura e Extensão da USP e professora titular e pesquisadora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Mestre e doutora em Ciências da Comunicação e livre-docente em Teoria da Comunicação Institucional: Políticas e Processos, pela ECA-USP. São feitos significativos e motivo de orgulho para as mulheres do Brasil, principalmente àquelas que estão, direta ou indiretamente, relacionadas com o campo da comunicação nas organizações. Segundo  dados da Unesco, de 2018, as mulheres correspondem a apenas  28,8%  dos pesquisadores no mundo. Recentes dados, (Fapesp.2019), existem 21.591 títulos de doutorado no país em 2017, crescimento de 4,8% sobre os 20.603 títulos concedidos em 2016. Desse total, 11.751 foram para mulheres, ou seja, 54% – mantendo-se nessa média desde 2004. Ou seja, as mulheres têm uma taxa de estudo mais extensa do que os homens. No entanto, não ocupam posições de liderança em suas áreas de estudos. Casos, como nossa personagem, são raros. 2020 foi um ano divisor de águas no universo feminino de reconhecimento científico, quando quatro mulheres foram agraciadas com o Prêmio Nobel – algo inédito. Desde sua criação, em 1901, a instituição só recompensou 48 pesquisadoras, o que representa menos de 5% do total. Na área de comunicação, em 1995, por iniciativa da ONU (1995) foi definido um esforço global para aumentar  o  acesso  das  mulheres  aos  processos  de  expressão  e  de  tomada de  decisões  na  mídia  e  nas  novas  tecnologias  de  comunicações,  aumentar  também  sua  participação  nessas  áreas,  bem  como  aumentar  a  possibilidade  para  elas  de  expressar‐se  pelos  meios  de  comunicação e as novas tecnologias da comunicação.  A educação para a comunicação e a participação no mercado de trabalho da área estão fortemente presentes na Plataforma de Ação de Pequim e recomenda aos governos e organizações, em diferentes momentos que ações sejam empreendidas para garantir maior participação das mulheres nos cursos  ligados ao campo da comunicação, bem como nas carreiras da área.  O  Programa  Mulher  e  Ciência,  criado  em  2005  por  iniciativa  da  então Secretaria  de  Políticas  para  as  Mulheres  da  Presidência  da  República  e  implementado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico  (CNPq),  tem  precisamente  o  objetivo  de  fomentar  a  participação  de  mulheres  no  campo científico nas universidades do país, e a produção acadêmica sobre relações  de gênero, direitos das mulheres e feminismo.     Segundo as estatísticas apresentadas no website do programa, no portal do CNPq, no período de 2001 a 2012, o número total de bolsas de estudos concedidas aestudantes mulheres na grande área de Engenharia e Computação passou de 1.873  bolsas,  em  2001,  para  7.583  bolsas,  em  2014.   Aos homens  foram  concedidas  4.855  bolsas em  2001 e  12.104  bolsas, em 2014. Como se pode notar, as mulheres, muito embora sejam em proporção maior em titulação como doutoras, dispõem de uma proporção bem inferior quando o assunto são recursos para seus estudos na carreira científica. Kunsch, além de ser referência em todos os estudos e para centenas de profissionais da área da comunicação, quando o tema são organizações, seu livro Planejamento da Comunicação Integrada é obra obrigatória em qualquer biblioteca. Comunicação Integrada virou sinônimo de Margarida Kunsch. Mas, além de formar, ela é responsável também pela expansão da pesquisa na área no país e pela visibilidade que o Brasil tem alcançado juntamente com a rede que conseguiu aglutinar em torno de sí,no Exterior. Sua trajetória acadêmica e profissional foi marcada por uma efetiva participação nas entidades científicas e associações de classe da área de Comunicação do Brasil e do Exterior. Foi presidente da Socicom – Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação. Foi fundadora e presidente em duas gestões da Abrapcorp – Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas. Foi vice-presidente e presidente da Alaic – Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación.presidente da Confederação Ibero-Americana das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Confibercom) e é vice-presidente, desde 2008, da Ibercom – Associação Ibero-Americana de Comunicação (Porto/Portugal) e da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. No bate papo que realizamos no quadro Virtuosidades do canal NomuseLocus, no final de 2020, ela destaca: .Coragem, Paciência, Tolerância, Ter um Ideal, Capacidade de adaptação como as virtudes imprescindíveis para qualquer profissional ou pesquisador ou docente no campo da Comunicação e das Organizações. #virtuosidades #coragem #paciência #adaptação #responsabilidadeorganizacional #responsabilidadeindividual #engajamentocientifico #comunicaçãoorganizacional #comunicaçãodasorganizações #margaridakunsch  #reputaçãovirtuosaintegradora #nomuselocus #tacademia

Você tem sua privacidade protegida? Tem certeza? Assista o bate papo com Fabro Steibel e entenda as ultimas iniciativas nesse sentido
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Você tem sua privacidade protegida? Tem certeza? Assista o bate papo com Fabro Steibel e entenda as ultimas iniciativas nesse sentido

Imagine a enorme fragilidade de todos nós, com dados de nossas vidas – renda, relações pessoais, familiares, profissionais mantidas, histórico de pagamentos, fotos, perfis em redes sociais, perfil de consumidor, etc disponíveis, abertos, para quem se interessar. Pois é, estamos, todos nós, nessa situação e não há nenhuma fonte que assuma esta responsabilidade pelo vazamento destes dados. Um poderoso e perigosa ação viciosa e tremendamente arriscada para nossa segurança individual e coletiva. Privacidade, muito embora seja um termo quase que natural, como algo que todo individuo tem legitimada e garantida como algo que reserva proteção individual e única de informações pessoais e da sua própria pessoalidade, com a disseminação do uso e digitalização dos processos individuais e coletivos a partir do advento das TICs trouxe à tona, nos dias atuais a discussão acerca da fragilidade de garantia desse direito e dever. O princípio da privacidade envolve o conceito da inviolabilidade (que considera o sentido do ultraje, infrigir à lei) e começou a ser discutida, a partir do século XIX com o nascimento do Direito ‘a Privacidade, em 1890. A privacidade está prevista na Constituição Brasileira, em seu artigo 5º, inciso X, que dispõe da inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, e assegura o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Discutir privacidade leva a uma vastidão de perspectivas reflexivas. Começa da questão da liberdade individual em dispor ao mundo dessa privacidade – um processo que, nos últimos anos tornou-se quase que “sem importância”, dada a super exposição individual exigida pela indústria dos realities shows e mais recentemente, das redes sociais. Tornou-se “in” estar e expor as intimidades, os pensamentos, o cotidiano e estar digital, tornar-se ciber ser, viver, conviver, consumir, interagir digitalmente. Mas, essa nova “cibervida” começa a expor o preço da facilidade. Basta estar para, também, expor-se aos meandros de um mundo e uma teia global digital, onde transitam, processam e São absorvidos dados, informações num tráfego incomensurável de onde, dificilmente, pode-se identificar seus nós, fios e receptor. Recentemente, os cidadãos brasileiros foram expostos a esse perigo. Milhões de dados, informações de cada cidadão brasileiro estão por aí, circulando, à mercê desses receptores desconhecidos, podendo ser adquiridos, utilizados para o fim que qualquer ator desse cabedal de infraestrutura, sistemas, algoritmos e robôs digitais desejarem. O grande desafio é saber onde, quando e em que dimensão, nós, nossa intimidade, privacidade, será atacada.  Algumas iniciativas já se antecipam com o intuito de assegurar esse Direito universal humano., como o da União Européia esta semana que impôs, por exemplo, que serviços de troca de mensagens como Whatsapp, plataformas de teleconferências como o Zoom, entre outros, passam a ser obrigados a se submeterem ‘as regras de privacidade impostas pela região e que atualiza a diretiva ePrivacy definida no inicio dos anos 2000. Países como a Alemanha e a França defendem regras até mais rígidas em relação à privacidade. As implicações de regulações como as da EU colocam grandes players internacionais como Google e Facebook, por exemplo, sujeitos a exigências como a necessidade de processar metadados apenas sob a permissão do usuário. Ações regulatórias como estas já representam um avanço significativo que servem como iniciativas para definir os limites até do desenvolvimento moral dessas tecnologias em relação ao avanço da intervenção no cotidiano da vida humana. Elas são benéficas no sentido de permitir maior produtividade, eficiência e até inclusão social e econômicas. Mas devem caminhar e seguir os princípios morais e éticos no sentido da intervenção sem que o individuo saiba e tenha consciência do uso do serviço que lhe é disponibilizado. Iniciativas nesse aspecto já começam a surgir por parte dos próprios desenvolvedores que iniciam a implementação de estratégias capazes de suprir as crescentes demandas dos usuários em relação à privacidade de suas informações. O Google anunciou, recentemente, que o seu sistema Android, pode trazer atualizações de privacidade similares ao novo recurso anti-rastreamento da Apple,  para a próxima atualização do iOS 14. O NomuseLocus procurou trazer à tona o perigo e apresentar a você, nosso leitor, uma reflexão acerca do tema privacidade nos dias atuais e como estamos, todos nós em uma situação de risco. Este talvez seja um dos principais temas que deveria estar na pauta social, em círculos de amigos e familiares. É uma questão moral e se extrema preocupação. Para expor aos nossos leitores a insegurança e o perigo em que estamos todos nós, seres viventes na contemporaneidade, fomos bater um papo com Fabro Steibel, diretor Executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio) e membro conselheiro da MIT Sloan Review Brasil, versão brasileira da plataforma de comunicação original fundada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Para Fabro Steibel, falar em privacidade é uma discussão que é recente, principalmente quando envolve o ambiente digital. Cibersegurança envolve diversos aspectos, vai desde a questão da infraestrutura distribuída e global da própria rede, da conscientização do usuário, do desenvolvimento e dos limites por parte do desenvolvedor e Até mesmo uma reflexão da questão da parametrização das arquiteturas computacionais e de sistemas. Teremos, de acordo com Steibel, muito a redimensionar nos próximos anos e será u grande desafio. Mas, já começamos e estamos avançando nesse sentido. Veja o bate papo estimulante e muito esclarecedor com Fabro Steibel, no nosso portal e no canal #nomuselocus, no quadro #Insightsvirtuosos. #privacidade #cibersegurança #responsabilidade #transparência #ética #virtuosidades #reputaçãovirtuosaintegradora #nomsuelocus #tacademia

A hora e a vez da humanização nas empresas
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A hora e a vez da humanização nas empresas

O movimento exige um olhar atento para o gerenciamento das emoções e do bem-estar mental dos profissionais, uma vez que a situação pode desativar as defesas psíquicas e exacerbar sentimentos como estresse, angústia, ansiedade e depressão. Sendo assim, é fundamental que as pessoas desenvolvam ainda mais sua inteligência emocional, ao passo que as corporações precisam adotar estratégias de acolhimento, escuta e acompanhamento para identificar sinais de transtornos, ainda que leves.              Isso porque o ajuste a esse “novo normal” no ambiente de trabalho não é simples. No caso dos colaboradores que retornam aos escritórios, alguns vivenciam o medo do contágio pelo coronavírus, outros que estavam felizes com a atuação remota ficam insatisfeitos, além de existir aqueles que apresentam sequelas do isolamento ou dificuldades particulares. Por outro lado, o home office veio para ficar, porém há o risco de distanciar os funcionários da cultura da empresa ou reduzir a conexão e a integração entre os colegas. Sem falar, claro, daquelas pessoas que não se identificaram com esse modelo e gostariam de voltar para a atividade presencial. Não se pode, portanto, negligenciar esses aspectos, que têm grande impacto na motivação da equipe, na performance dos profissionais, nos resultados e no lucro das companhias.              Então, qual o caminho a seguir? A cultura corporativa foi desafiada, mais uma vez, frente a um cenário de total incerteza. No entanto, organizações mais estratégicas usam a necessidade de promover mudanças a seu favor, quebrando paradigmas e criando maneiras interessantes de transformar os negócios. A empresa precisa ser inteligente para entender quem pode voltar ao ambiente presencial e quem não precisa; quem quer e quem não quer. Isso está relacionado, principalmente, a promover uma cultura humanizada equilibrada, com o auxílio e a presença fundamental da tecnologia no dia a dia e privilegiando o protagonismo das pessoas. Ou seja, valorizando o aspecto mais importante de qualquer negócio: o fator humano.   É claro que não é uma missão fácil, mas a humanização é a palavra-chave nesse cenário e não tem volta. As lideranças devem considerar esse componente, antes de efetivar medidas práticas. Aliado a isso, assim como estão atentos à segurança e à saúde física dos colaboradores, os gestores devem ampliar a psicologia corporativa, com implementação de avaliações de sintomas emocionais e de ações eficazes para reduzir ou prevenir eventuais problemas, garantindo o bem-estar mental de todos, estejam ou não em home office. É necessário, mais uma vez, que as organizações se adaptem com rapidez e da forma mais natural e humanizada possível, minimizando possíveis abalos psicológicos.  Já em relação aos profissionais, cada pessoa também tem que fazer a sua parte. No cenário atual, a necessidade de buscar o autoconhecimento e trabalhar as próprias emoções de forma perspicaz e produtiva aumentou exponencialmente. A inteligência emocional é, hoje, um dos principais diferenciais no mundo corporativo e está ligada ao autocontrole, automotivação, empatia e relações sociais. Dessa forma, a dica, entre outras, para evoluir nessa habilidade é ampliar a consciência de si próprio, a capacidade de reconhecer os desencadeadores emocionais, pontos fortes e fracos, valores e objetivos, e de que maneira tudo isso afeta os pensamentos e comportamentos no dia a dia. E, mais do que nunca, é preciso estar bem alinhado com o líder e desenvolver uma comunicação ainda mais assertiva com todos da empresa.   (*) Bárbara Nogueira é diretora, board advisor e headhunter da Prime Talent, empresa de busca e seleção de executivos de média e alta gestão, que atua em todos os setores da economia na América Latina, com escritórios em São Paulo e Belo Horizonte. Possui certificação de Executive Coach pela International Association of Coaching e em Micro Expressões e programação Neurolinguística. É graduada em Psicologia, pós-graduada em Negócios e em Formação de Conselheira de Administração, ambas pela Fundação Dom Cabral. Tem vivência internacional na Inglaterra e Estados Unidos. 

Fraudes e golpes aumentam na pandemia do Covid-19
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Fraudes e golpes aumentam na pandemia do Covid-19

No caso específico do Brasil, entre os tipos de fraudes digitais, aquelas que acometem a maior parte dos entrevistados (26%) são o roubo de cartão de crédito e cobranças fraudulentas, enquanto no Canadá (30%), nos EUA (31%), no Reino Unido (30%) e em Hong Kong (37%), o golpe mais comum é o phishing. Por sua vez, na Colômbia, a maior parte das vítimas sofre golpes de vendedores terceirizados hospedados em sites de varejo online legítimos..  Dentre os principais golpes globais envolvendo a Covid-19, relatados pela pesquisa estão: 1. Phishing – 27% 2. Golpes de vendedores terceirizados em sites legítimos de varejo online – 21% 3. Fraude envolvendo caridade e arrecadação de fundos – 19% 4. Golpe em desempregados – 18% 5. Vacinas de COVID-19, curas e testes – 15% 6. Fraude em seguro – 15% 7. Fraude de envio – 14% (Ricardo, por favor nos confirme essa tradução para Shipping fraud) 8. Roubo de identidade – 14% 9. Cartão de crédito roubado ou taxas fraudulentas – 13% 10. Golpe de “Pacote de estímulo” (Stimulus check scam, focado em benefícios do governo) – 12% 11. Alguém alterando suas informações pessoais ou de conta através de um call center – 12% 12. Conta hackeada – 11% De acordo com Marcelo Leal, Diretor do ISG – Soluções e Inovação da TransUnion Brasil, “embora os esquemas possam variar de acordo com o país, uma nova abordagem para a verificação de identidade que complementa métodos tradicionais de autenticação é necessária para o consumidor se defender do impacto das fraudes. “A chave é criar uma jornada do cliente eficiente e sem atrito, que demostre segurança e onde os consumidores tenham a confiança de que estão lidando com uma organização ou negócio legítimo”, finaliza. Amostra da pesquisa Para entender melhor os impactos da COVID-19 sobre os consumidores, a TransUnion entrevistou 7.384 pessoas no Canadá, na Colômbia, em Hong Kong, no Reino Unido e nos EUA, entre 30 de junho e 6 de julho de 2020. De 11 a 15 de junho, foram consultados 450 brasileiros. Entre as perguntas feitas aos consumidores, estão questões como se eles tinham sido alvo de fraudes digitais relacionadas ao novo coronavírus e, se sim, qual golpe foi utilizado. · Pesquisa global mostra que a fraude de identidade está no centro de muitos golpes digitais durante a pandemia · Phishing é o golpe mais utilizado em países como EUA e Hong Kong. #fraudesdigitais #vicios #nomuselocus #tacademia

Risco de reputação: e isso importa?
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Risco de reputação: e isso importa?

Visão desenvolvido pela profa. e editora deste portalDra. Ana Lúcia de Alcântara Oshiro é que o risco à reputação de uma empresa provém de uma dissonância entre as expectativas dos públicos de interesse em relação ao comportamento organizacional e suas propostas de valor entregues por aquela empresa ou marca e que impactam na percepção de valor dos variados públicos de interessados presentes no ambiente de mercado. Mas, um grande ponto da atualidade é que, se antes essas expectativas giram em torno de temas da operação da empresa, elas circulam em torno de conceitos muito mais abrangentes de posicionamento da marca. E esse posicionamento pode estar relacionado a qualquer tema. Não são poucos os casos de risco à reputação das marcas no mercado. Recentemente foi muito alardeado pela imprensa o caso da Gabriela Pugliesi, da executiva que infringia direitos humanos ou ainda exemplos mais antigos, como a tragédia ambiental em Mariana e Brumadinho, MG. O que todos eles têm em comum é o impacto (direto ou indireto, em maior ou em menor escala) nas marcas, nos resultados e no valor dos ativos das empresas que constituem esse ecossistema, como a própria pesquisadora demonstra em seus artigos e pesquisas. A reputação como ativo corporativo atual E essa é uma tendência que vem permeando o ambiente das organizações pelo mundo. Quer ver? A velocidade e a origem do problema (notem que dos exemplos acima quatro em cinco são atribuídos a terceiros) são fatores de mudança nesse processo, principalmente  aos sistemas de relacionamento e comunicação que se estabeleceram nos últimos anos com o avanço das interações em redes sociais, tanto para o início de uma crise, que pode gerar um dano à reputação, quanto à reação da marca envolvida. O cuidado aqui envolve atenção, planejamento e, principalmente, uma relação de diálogo ativo, “mas muito mais de coerência nas falas e comportamentos e sincronia com os valores” – reforçando a fala da editora e coordenadora científica da T. Academia – com todos os seus públicos de interesse prioritários. Mas veremos isso mais adiante. Imagino que para os leitores, é mais do que claro quais são as consequências desses danos à reputação e que hoje, mais do que nunca, eles não se limitam apenas à imagem da marca. Isso quer dizer que num processo de gestão corporativa não é só o gestor da marca que deve estar envolvido. Isso impacta as gestões de marketing, vendas, financeira, operações, etc. Isso está descrito em alguns artigos e estudos de especialistas ao redor do mundo, que remontam que as empresas que não estão preparadas e/ou não reagem com a velocidade adequada enfrentam perdas de valor de mercado na ordem de 5%. Enquanto aquelas que estão atentas, que monitoram, têm plano de contingência e reagem à velocidade adequada podem até sair fortalecidas de um risco à reputação, aumentando seu valor de mercado em até 10%.* Mas, o que fazer? Como falamos antes, um dos fatores chaves é a capacidade de reação e posicionamento rápidos às situações delicadas que envolvem a marca. Monitoramento além do posicionamento nessas novas interpretações de risco, do alinhamento de estratégias corporativas com comportamentos, valores e  gestão muito apurada das promessas e das entregas em todos os aspectos” – reforça a pesquisadora. Para que essa velocidade de reação seja possível, um universo de preparação deve ser levado em conta como: conhecer os seus públicos de interesse, entender como eles funcionam e qual o impacto de cada um na sua organização, mapear os processos de risco comportamento e de expectativas, frustrações ao longo de relacionamentos e práticas, atos e falas, da empresa e monitorá-los. Além, é claro, de agir com transparência, transmitindo aos seus públicos, os valores da empresa. Fica claro que a gestão reputacional não é (mais) apenas atribuída à atuação de seu principal executivo ou ao gestor da marca. Ela deve ser uma decisão estratégica que envolve não apenas desde os valores e comportamentos de seus times até o monitoramento dos riscos e danos. Mas isso é assunto para outro artigo. *(https://www.aon.com/getmedia/2882e8b3-2aa0-4726-9efa-005af9176496/Aon-Pentland-Analytics-Reputation-Report-2018-07-18.pdf?utm_source=aoncom&utm_medium=storypage&utm_campaign=reprisk2018) OSHIRO, Alcântara, Ana Lucia – Reputação – Norma, Ativo, Confiança – A Gestão da Reputação Virtuosa – in http://www.tacademia.com.br/livraria.asp vide artigo Reputação pode ser assegurada? – http://www.tacademia.com.br/artigos.asp

Capacitismo: o que aprendemos sobre o assunto durante o Setembro Verde?
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Capacitismo: o que aprendemos sobre o assunto durante o Setembro Verde?

Um dos assuntos debatidos durante o mês foi o capacitismo. A expressão ainda é pouco conhecida, mas é muito importante saber o seu significado para poder combatê-lo e auxiliar na luta pela inclusão social da pessoa com deficiência. Capacitismo é o movimento de exclusão de pessoas com deficiência. O nome é um neologismo que remete à falta de capacidade da pessoa por causa de sua deficiência. Da mesma forma que o machismo é o movimento de opressão da mulher e o racismo é o preconceito contra a população negra, o capacitismo consiste na exclusão social de pessoas por conta de suas deficiências. Dentro desse contexto de combate ao capacitismo, um grande desafio a ser enfrentado é a conscientização social sobre a falta de acessibilidade, assim como a necessidade de eliminação de barreiras. Muitas pessoas não têm noção sobre a importância da acessibilidade, pois não vivenciam isso em suas rotinas, então, acabam se esquecendo que as pessoas com deficiência também possuem direito de ter acesso aos locais e às informações, além de vivenciarem os seus direitos e deveres em condições de igualdade com os demais. Ou, às vezes, até possuem a informação, mas não têm condições financeiras de investir em acessibilidade (lembrando que acessibilidade é um dever, mas é fato que algumas tecnologias assistivas são caras). É difícil encontrarmos uma atividade ou um local que seja totalmente acessível para todos os tipos de deficiência. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade despreparada para permitir que as pessoas com deficiência gozem de seus direitos e deveres em condições de igualdade com os demais. O modelo social de abordagem da deficiência – modelo que está em vigor na atualidade tanto em âmbito interno, como em âmbito internacional – traz à tona a importância de a sociedade se adaptar para que haja a eliminação das barreiras sociais que dificultam e impedem a inclusão desse grupo de pessoas, e a data reforça essa reflexão que deve ser feita por todos nós: o que cada um de nós tem feito no exercício de seus papéis sociais para contribuir com uma sociedade mais inclusiva em prol da pessoa com deficiência?  Evento Juntos pela Inclusão Social No dia 16/09, como um dos eventos do Setembro Verde promovidos pelo Juntos pela Inclusão Social, a Flávia Albaine foi mediadora de um debate sobre capacitismo no canal do YouTube do seu projeto, que contou com a participação de Wemer Wesbom, Defensor Público do Distrito Federal, e Patrícia Lorete, fundadora do “Janela da Patty”, ambos pessoas com deficiência – www.youtube.com/watch?v=_CJF0v9ThHc. Flávia Albaine – Advogada e mestranda na Universidade Federal de RO e especialista em Direito Privado pela UERJ (2016). Atualmente é Defensora Pública do Estado de RO, colunista de educação em direitos da Revista Cenário Minas (desde maio 2018), membro integrante da Comissão de Pessoas com Deficiência e Comissão dos Direitos da Mulher da Associação Nacional de Defensoras e Defensores Públicos (desde julho 2018) e criadora do Projeto Juntos Pela Inclusão Social.

Quem tem razão no pós-corona? Será que é o “Family Office?”
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Quem tem razão no pós-corona? Será que é o “Family Office?”

Recentemente recebi uma indicação de pauta no portal, que informava, com destaque, a realocação por parte de uma grande empresa, de mais de 50% de seus funcionários para o trabalho em home office. Lembrei-me de uma fala de Claudia Colaferro, em uma das lives promovidas pelo nomuselocus, entre os meses de junho e julho, sobre o tema “As práticas virtuosas continuarão no pós-pandemia? Ela afirmava: “todos nós estamos não no home office, no “Family office”. Achei sensacional o termo e trouxe aqui para os leitores. Nos entido por ela empregado não está relacionado à aplicação usada no mercado financeiro dos “family offices”, uma modalidade que fornece assessoria completa para famílias com alto patrimônio financeiro e que abrange áreas como jurídica, contábil, fiscal e também de investimentos. Aqui, o termo, que ela apresentou, informalmente em sua fala na live  promovida pelo nomuselocus e a t.academia, esteve relacionado ao fato da família – no novo cotidiano do trabalho na pandeia do coronavirus, realizado dentro do lar e todos os processos do conviver em família. Não estamos em um escritório em casa, mas a casa, o lar, sim, invadiu o escritório. A fala dela acendeu uma série de questionamentos: “como ficarão as estruturas, as ‘infras.’, os paradigmas de tudo o que se compôs e estruturou no ambiente empresarial? Regras, normas, processos – será que começamos a desestruturá-los? Será que saberemos lidar com essa invasão? Será que os paradigmas que aprendemos nas universidades em relação ao administrar, controlar, validar, analisar, mensurar continuarão os mesmos? E as metodologias de gestão, do como implantar, modular, gerir? É, o “Family office”não as conhece e vai demorar muito tempo para modulá-lo. Será que ele pode ser racionalizado, burocratizado? São muitos questionamentos e tenho a liberdade de afirmar “nenhum guru, dos mais requisitados, admirados ou sábios lhe dará as respostas mais acertadas. Serão todas elas, hipóteses e em muitos casos, divagações. Diante disto trouxe aqui para nosso embate algumas marcas que acredito podemos começar a imaginar ou ao menos orientar para tentarmos manter um alinhamento entre as variáveis do cotidiano da vida – já absorvendo o excelente “Family office” da Claudia – e a ambiência racional e burocrática. Para analisarmos e chegarmos a alguns desses pontos temos que discorrer sob os dois polos da questão: o indivíduo: pais, mães, filhos, sobrinhos, avós, do lado do cotidiano – seja realocado pela empresa ou como autônomo, empreendedor, forçado a ficar no “Family Office”. E do outro lado, o gestor, o ambiente de regras, normas, processos, kpis, etc, das empresas. Então, vamos lá! A casa é aquele lugar onde, tradicionalmente, nos sentimos acalentados, protegidos, livres. É lá onde estão a plantinha que regamos diariamente, o “dog” que acalentamos, brincamos e que requer nossa atenção e fica do nosso lado, nos amando e pedindo um passar de mão e aquele olhar! É lá que o corre corre cotidiano nunca segue a rotulação do processo cumpridor de metas. É nele que o filho chega no final da tarde com o joelho machucado; onde a geladeira nos chama para ser reposta; no qual o horário é norteado pelo tempo da vida normal – do passear com o cachorro, da ida à padaria, do corre-corre em cumprir o horário de início da aula e tantos outros tempos e emoções. É nesse ambiente onde permeia o informal. É lá onde está tudo aquilo que não mostramos no outro lado da vida – o das relações sociais concretas – que, na pandemia foram isoladas e colocadas na clausula protetiva e afetuosa contra o “corona”. Mas é lá também que de repente nos vimos diante do reaprender sobre o que e como fazer, viver no tempo do entender sobre pandemias. Do outro lado, está a empresa, estruturada e evoluída a partir de normatizações que a inserem no mundo dos processos, da eficiência, eficácia, dos indicadores de performance. O ambiente no qual tudo e que se faz é regido por mensurações, normativas, de conduta, comportamento, do ser não o que somos, mas do que projetam e dizem – o mercado, o código de conduta, valores, propósitos e missões corporativas. Nosso ser, lá do “Home Family”, normalmente fica intimidado e muitas vezes é melhor que não se projete para sobrevivermos. Mas e aí Ana Lúcia, qual a relação entre esses dois pontos? No ambiente que aprendemos a viver, do horário a ser cumprido, do tempo de ir e vir, do que aprendemos a fazer, a ser não tem como se alinhar com o outro tempo. Por quê? São processos, experiência e tempo histórico evolutivo divergentes. O primeiro contempla a essência de humanidade e vida natural, de formatação de identidade humana. O segundo é o tempo e o processo histórico, evolutivo, quadrado, concreto, material de uma persona que deve ser projetada para gerar valor econômico. O primeiro é volatil, humano, apaixonado, onde circulam as emoções, das identidades humanas, complexas, divergentes e únicas por serem elas – não precisam, não demandam geração de valor econômico, sim humano.  Nele o indicador de maior sintonia e equlíbrio é o amor, a liberdade, a emoção, as paixões. Para existir e ser equilibrado essas variáveis são essenciais. O segundo, nem sempre. Para ter o equilibrio, o indicador principal é o valor ou todos aquelas variáveis que no círculo levem a ele: um valor material, monetário, de desempenho estatístico, matemático e de mercado. Como equilibrá-lo? Reformatação do modelo; quebra dos paradigmas, das interpretações formalizadas como concretas e certas. Reformatação para novos parâmetros que nos leve ao retorno das sintonias, das avaliações e indicadores sustentados em trocas dialógicas, de tempos nos quais o equilibrio era obtido por parâmetros outros que teremos que recuperar, nos reavaliando e descobrindo em nós, indivíduos, quais aqueles que agregam para nosso bem estar e equilibrio de vida e de mundo e de uma nova (ou antiga?) realidade que urgentemente necessita de atitudes, responsabilidades “virtuosas”. Teremos que reaprender a ser. Individualmente a partir desta redescoberta levaremos elas e a nossa experiência do ”Family Office” e todos os indicadores de valor para a ambiência organizacional.

O vício do smarthphone e as virtudes questão de escolha
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O vício do smarthphone e as virtudes questão de escolha

As virtudes dão trabalho. Elas preconizam o dominio, o controle das emoções; a reflexão, a análise dos atos, do que se fala e do que se pratica. São exercícios individuais, de autodeterminação e que se transformam, quando exercitadas, em práticas naturais. O uso intensivo dos smarthphones é um vício. Veja porque a dependência tecnologica pode se transformar em um vício negativo. Alguns exemplos ou “variáveis” essenciais humanas, são a coragem, integridade, determinação, disciplina, honestidade, respeito, justiça, lealdade, tolerância, paciência, otimismo, bondade, perdão, alegria, gratidão, humildade, empatia, compaixão, amizade, a paciência, a sinceridade – como exemplo de sua prática, numa organização, temos o caso relatado na seção Locus Empresarial esta semana do #nomuselocus, pela Korin, Além delas, algumas novas vão sendo valorizadas no decorrer dos tempos e outras, esvaziando-se. Por exemplo, a doação, a bondade, a humildade. Nas últimas décadas,  foram extremamente valorizadas a coragem, o determinismo, a beleza, a riqueza, a ostentação, a autoimagem, o status quo. Enquanto humildade tornou-se sinônimo de fraqueza. Com a revolução das tecnologias da informação novos valores vieram à tona e indicadores ou atributos do discurso da sociedade e economia da “inteligência computacional”, surgiram como colaboração, inovação,coinovação, integração, flexibilidade, entre outras. Escolher qual caminho seguir como propósito de vida – seja organizacional, coletivo ou individual – é uma decisão de cada um – afinal, como humanos, sem dogmas religiosos, foi-nos concedido o livre arbítrio – poderoso e instrumento libertador. Como aborda o filósofo mais citado da historia, Aristóteles, “somos aquilo que temos como hábitos”. Bem, diante dessa reflexão inicial, convém nos inserir no objetivo alvo deste artigo que é o vicio de convivência, relacionamento, busca de informação, etc, em ambiente das redes sociais ou do uso constante dos smarthphones. Uma das consequências do advento e expansão incomensurável das redes sociais tem sido a exposição das emoções no espaço dígito-virtual de relacionamento, sem controle. Recebemos, de graça, um imenso espaço que nunca tivemos, para exposição de nossas ideias, sentimentos, pontos de vistas, experiências, etc. Mas, ao mesmo tempo que ganhamos, perdemos, pois nesse espaço estão aquelas pessoas que de alguma maneira “gostam” de estar conosco e nos aceitaram ou convidaram para compor e compartilhar também de seus anseios no seu espaço. E é aí que o problema apareceu. Por quê? Como é de graça, facilitado para a interação, o espaço permitiu total liberdade de exposição. As emoções, as paixões humanas, como a necessidade de deter poder, status viram-se livres para serem expostas. Inicialmente, de forma amorosa, sincera. Mas, à medida que as possibilidades de exposição foram ampliadas – os vícios e dependências se impuseram, bem como os conflitos. Em paralelo, o prazer, a emoção propiciada pelo espaço livre e ilimitado provocou, o hábito do acesso e compartilhamento contínuos. E aí? Todo hábito, para se concretizar, necessita de um gatilho, uma repetição, uma recompensa. Temos ou não temos todas as três prerrogativas? Para tornar-se um vício basta um pequeno adicional: a dependência e a facilidade. Chegamos ao ponto. Quando tornamos o processo em hábito, ele drena nosso bem estar físico, mental, emocional e nossas horas diárias passam a estar focadas na sua lógica negativa. Então o que ocorre? Se iniciamos um hábito diário que vai nos corroendo, afastando-nos do convívio com pessoas que nos são caras, de prazeres concretos que antes tínhamos e que fomos nos distanciando – então, meu amigo, precisamos rever nossos hábitos cotidianos. A pandemia nos isolou, colocando-nos cada vez mais em contato com o outro, via rede social, notificações via smarthphones. Mas, ao mesmo tempo, nos direcionou a práticas até então esquecidas no dia a dia tumultuado da busca pela sobrevivência. Quer ver? De repente começamos a olhar com mais atenção ao volume de pessoas que são dependentes de uma renda diária como diaristas, pedreiros, motoristas de aplicativos e tantos outros. Passamos a agir e nos dedicar a ajudar. Voltou à valorização da virtude doação e solidariedade antes esquecidas. E nos fez felizes, sem recebermos nada em troca! Se repente, alguns termos passaram a compor o discurso e ações de algumas empresas como a bondade. Os hábitos, nos últimos três meses, inverteram-se. Passamos a ter hábitos que nunca praticamos, como: lavar as mãos com maior frequência, usar máscaras, preocupando-nos em não propagar vírus ou contágios. Por alguns momentos esquecemos os smarthphones, as redes sociais e percebemos quanto tempo perdíamos em manter a ansiedade no acesso as notificações constantes do celular. No site sociologialiquida.org o autor apresenta o seu esforço pessoal de sua cruzada na inversão de um vicio e demonstra quanto foi o seu ganho, na conquista do tempo e de novas práticas, muito mais saudáveis e #virtuosas. Reputaçõesvirtuosas são construídas com esse exercício individual, com foco nos valores em que acreditamos e na avaliação, análise cotidiana de nossos hábitos (negativos), e no esforço de transformá-los, paulatinamente, em positivos, de forma a construirmos estruturas comportamentais e atitudinais #virtuosas. Quando conseguimos, individualmente, elas se tornam naturais, disseminam-se coletivamente e vamos, aos poucos, gerando ciclos virtuosos que transformam. Pratique e mande suas conquistas para mim, ficarei muito feliz. Vamos lá? Ana Lúcia De Alcântara Oshiro  analucia@tacademia.com.br analucia@nomsuelocus.com.br Conheça:  #Reputaçõesvirtuosas

Insight, Virtuosidades

Comunicação – será que chegamos na plenitude?

Nesse processo esteve a Comunicação. É ela que nos capacitou a ampliar nossa própria extensibilidade, superando limites, conquistando territórios, desafiando a natureza, possibilitadas por este processo de relacionamento denominado “comunicar”. Nos comunicamos de diversas formas; somos, acima de tudo, humanos e graças à nossa capacidade cerebral de simulação, seres projetores de modelos – replicando-os na natureza. No processo comunicacional em sociedade passamos do unidirecional ao universo da massa, da comunicação de um para muitos. Evoluímos como ser vivo inteligente e simulador, comunicador, influenciador de comportamentos, estruturador e reformatador do próprio universo. Chegamos enfim, ao máximo da evolução, quando externalizamos o nosso cerebro, nossa própria inteligência, tendo como centro da mudança, mais uma vez, o processo de comunicação, digital, virtualizada, baseada no relacionamento compartilhado, interativo, de um para muitos e de muitos para muitos, em um ambiente no qual o tempo e o espaço são construídos de forma a tornar a experiência da comunicação, das relações, ilimitada, personalizada, diferente de tudo o que já construímos ao longo de nossa própria evolução. Enfim, chegamos a um grande desafio como seres comunicadores. Indo além, como gestores desse processo na sociedade, absorvemos um desafio maior: como moldar processos comunicacionais, de imagem, num ambiente no qual o limite é inexistente, o definidor da mensagem é o receptor, em um amplo processo de ida e vinda. Nesse processo evolutivo chegamos a um novo universo comunicacional que precisa ser considerado em qualquer ação de Comunicação a ser estruturada seja em qual situação ela for desenvolvida: na sociedade, numa empresa, etc. Temos que nos conscientizar que o processo de ida não é mais unidirecional, ele deve considerar todos os agentes, num sistema de ida e vinda, no qual a mensagem e o meio já não possuem papel isolado, se confundem. E, acima de tudo, os agentes se integram, misturam-se e nunca mais seremos apenas definidores, mas participantes, alterando o sistema num processo que chamo de circular. Nessa análise está o alerta para o comunicador do mundo virtualizado, conectado e de uma technological life …é…comunicadores, tremendo desafio…não temos mais poder, somos como qualquer ser universal do século 21 humanos conectados, integrados e comunicantes …qual nosso papel? Vamos pensar: – se sempre dominamos e vivemos por e pela informação; se nosso campo de estudo é social e representa a prática social da teoria social…repensemos,, qual nosso papel? Temos, sim, uma importância descomunal nos novos tempos…o grande desafio será repensarmos nossa forma de fazer o objeto, praticá-lo. Temos que retomar algo que aos poucos fomos esquecendo: somos o agente social de transformação, formador e disseminador. Independente da tecnologia. Afinal, ela sempre esteve por aí. – retomarmos nosso objeto, recuperando o que sempre fomos: agentes de delação, crítica, a voz, o orientador social, o formador. E nesse aspecto temos que superar o lugar comum do “formador de opinião”. Não, o papel do agente é orientar, educar e acompanhar. Dessa maneira, estaremos, sim, ao lado de quem sempre esteve conosco e que aos poucos – por nossa postura, muitas vezes arrogante e orgulhosa – foi  no substituindo pela tecnologia: o leitor, o ser humano do outro lado da mensagem, da interação, o sujeito social – não a audiência.

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