A comunicação no século 21 significa poder, já afirmava, em 2010, Manuel Castells, o renomado teórico espanhol. Deter o conhecimento dos processos do comunicar, diz ele, representa no século 21 estar inserido ou não, no novo ambiente econômico e social. A professora e pesquisadora Margarida Kunsch tem em sua trajetória o engajamento na causa comunicação.
Ela é cientista renomada, referência no Brasil, América Latina e na Europa quando o tema é comunicação nas organizações. É uma das pesquisadoras, neste campo, com o maior número de publicações (35 coletâneas, com mais de 80 capítulos e 30 artigos científicos) no Brasil e no mundo. Já formou mais de 33 doutores e 23 mestres.
Margarida Kunsch é atualmente pró reitora de Cultura e Extensão da USP e professora titular e pesquisadora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Mestre e doutora em Ciências da Comunicação e livre-docente em Teoria da Comunicação Institucional: Políticas e Processos, pela ECA-USP. São feitos significativos e motivo de orgulho para as mulheres do Brasil, principalmente àquelas que estão, direta ou indiretamente, relacionadas com o campo da comunicação nas organizações.
Segundo dados da Unesco, de 2018, as mulheres correspondem a apenas 28,8% dos pesquisadores no mundo. Recentes dados, (Fapesp.2019), existem 21.591 títulos de doutorado no país em 2017, crescimento de 4,8% sobre os 20.603 títulos concedidos em 2016.
Desse total, 11.751 foram para mulheres, ou seja, 54% – mantendo-se nessa média desde 2004. Ou seja, as mulheres têm uma taxa de estudo mais extensa do que os homens. No entanto, não ocupam posições de liderança em suas áreas de estudos. Casos, como nossa personagem, são raros.
2020 foi um ano divisor de águas no universo feminino de reconhecimento científico, quando quatro mulheres foram agraciadas com o Prêmio Nobel – algo inédito. Desde sua criação, em 1901, a instituição só recompensou 48 pesquisadoras, o que representa menos de 5% do total. Na área de comunicação, em 1995, por iniciativa da ONU (1995) foi definido um esforço global para aumentar o acesso das mulheres aos processos de expressão e de tomada de decisões na mídia e nas novas tecnologias de comunicações, aumentar também sua participação nessas áreas, bem como aumentar a possibilidade para elas de expressar‐se pelos meios de comunicação e as novas tecnologias da comunicação.
A educação para a comunicação e a participação no mercado de trabalho da área estão fortemente presentes na Plataforma de Ação de Pequim e recomenda aos governos e organizações, em diferentes momentos que ações sejam empreendidas para garantir maior participação das mulheres nos cursos ligados ao campo da comunicação, bem como nas carreiras da área.
O Programa Mulher e Ciência, criado em 2005 por iniciativa da então Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e implementado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), tem precisamente o objetivo de fomentar a participação de mulheres no campo científico nas universidades do país, e a produção acadêmica sobre relações de gênero, direitos das mulheres e feminismo.
Segundo as estatísticas apresentadas no website do programa, no portal do CNPq, no período de 2001 a 2012, o número total de bolsas de estudos concedidas aestudantes mulheres na grande área de Engenharia e Computação passou de 1.873 bolsas, em 2001, para 7.583 bolsas, em 2014. Aos homens foram concedidas 4.855 bolsas em 2001 e 12.104 bolsas, em 2014. Como se pode notar, as mulheres, muito embora sejam em proporção maior em titulação como doutoras, dispõem de uma proporção bem inferior quando o assunto são recursos para seus estudos na carreira científica.
Kunsch, além de ser referência em todos os estudos e para centenas de profissionais da área da comunicação, quando o tema são organizações, seu livro Planejamento da Comunicação Integrada é obra obrigatória em qualquer biblioteca. Comunicação Integrada virou sinônimo de Margarida Kunsch. Mas, além de formar, ela é responsável também pela expansão da pesquisa na área no país e pela visibilidade que o Brasil tem alcançado juntamente com a rede que conseguiu aglutinar em torno de sí,no Exterior.
Sua trajetória acadêmica e profissional foi marcada por uma efetiva participação nas entidades científicas e associações de classe da área de Comunicação do Brasil e do Exterior. Foi presidente da Socicom – Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação. Foi fundadora e presidente em duas gestões da Abrapcorp – Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas. Foi vice-presidente e presidente da Alaic – Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación.presidente da Confederação Ibero-Americana das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Confibercom) e é vice-presidente, desde 2008, da Ibercom – Associação Ibero-Americana de Comunicação (Porto/Portugal) e da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.
No bate papo que realizamos no quadro Virtuosidades do canal NomuseLocus, no final de 2020, ela destaca:
.Coragem, Paciência, Tolerância, Ter um Ideal, Capacidade de adaptação como as virtudes imprescindíveis para qualquer profissional ou pesquisador ou docente no campo da Comunicação e das Organizações.
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