Em tempos de covid19[1], muitas nomenclaturas tëm surgido insistentemente, como forma de tentar explicar o nosso tão abrupto presente: o novo normal, novo dia seguinte, novo próximo dia e por aí vai. Trata-se de um momento atual onde todos, sem exceção, fomos inseridos, independentemente da localização geográfica, raça, religião ou qualquer outra forma de distinção que possa lhe passar pela cabeça. Sim, fomos todos colocados no mesmo barco, sem chance alguma de que alguém pudesse dar a sorte de pegar o colete salva-vidas e sair ileso desta já declarada pandemia[2].
Neste momento em que muitos países, universidades e laboratórios farmacêuticos correm contra o tempo para, através de muita pesquisa e testes, buscar a cura ou proteção contra este mal que aflige o planeta Terra. Temos visto o quanto a necessidade de isolamento e distanciamento social, afim de minimizar o contágio e infecção da população, trouxe de mudanças representativas em todas as áreas possíveis, desde a necessidade de restaurantes trabalharem apenas como delivery, até empresas que mantém em home office seus funcionários, até que seja seguro o retorno ao trabalho presencial.
Tal acontecimento, iniciado por uma necessidade de vigilância sanitária mundial, acabou desencadeando um processo sem volta: o da aceleração digital.
E o que isso quer dizer? Muitos significados.
Muitas reflexões podem ser feitas em relação aos últimos acontecimentos. De desvantagem, vemos o crescimento do desemprego em função do fechamento de empresas que foram fortemente impactadas em diversos setores – que vão desde a área de Educação até o ramo alimentício; além da impossibilidade de realização de eventos que permitam aglomerações. No Ao mesmo tempo é possível perceber o quanto o ser humano é resiliente e se reinventa na necessidade, pois a partir da pandemia, vimos surgir a produção de máscaras caseiras, respiradores produzidos em impressoras 3D, profissionais dando aulas de ginástica e orientações de saúde por Skype e reuniões através de plataformas como o Zoom e o Google Meet entre outras.
Devido a todo esse processo de aceleração no uso da tecnologia, coisas inimagináveis anteriormente, tornam-se cada vez mais possíveis e aplicáveis.
Talvez você já deva ter ouvido falar nos “Jetsons” alguma vez na sua vida, não é? Para aqueles que não sabem do que se trata, esta foi uma série extremamente famosa produzida pela Hanna-Barbera na década de 60 e exibida em emissoras de televisão. Esta série obteve muito sucesso no Brasil ao ser transmitida em terras tupiniquins nos anos 80 pelo SBT – Sistema Brasileiro de Televisão. Sua temática era toda passada em um ambiente futurista imaginário, composto por robôs com variadas funções, carros voadores e toda uma diversidade de equipamentos domésticos e de entretenimento, tudo isso imaginado pelos autores, vislumbrando como seriam os anos posteriores.
Mal sabiam eles, que passadas algumas décadas, muito do que ali era apenas ficção, tornou-se realidade. Hoje, temos robôs domésticos executando as funções da limpeza de casa, como aspirar o chão por exemplo, humanoides e chatbots que interagem através da inteligência artificial com os humanos de uma forma cada vez mais aprimorada, não esquecendo dos carros autônomos sem a necessidade de motoristas.
[1] A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença causada pelo novo corona vírus (COVID-19) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, sendo que em 11 de março de 2020, foi caracterizada como uma pandemia. Segundo o Ministério da Saúde, a COVID-19 é uma doença que ataca principalmente o sistema respiratório e que pode variar desde infecções assintomáticas até quadros graves e cujos sintomas podem englobar: tosse, febre, perda de olfato e paladar até dificuldades respiratórias e cansaço.
[2] Segundo o Dicionário online Michaelis, trata-se de doenças epidêmicas com ampla disseminação.
Vale dizer também, que todas essas reflexões são apenas alguns apontamentos, pois muito mais coisas estão sendo colocadas em prática, como é o caso, cada vez mais frequente, dos assistentes virtuais, seja no seu smartphone, no laptop ou então dentro das residências, automatizando e executando comandos solicitados por você.
Incrível, não é?
No entanto, tantos lançamentos, utilizações e descobertas em tão pouco tempo, abrem precedentes para discussões éticas que muitas vezes não são questionadas ou então, não acabam sendo discutidas a contento.
A tecnologia é maravilhosa e deve ser cada vez mais utilizada para que auxilie a vida dos seres humanos de uma maneira positiva. No entanto, deve-se também abrir frente para inúmeras preocupações que estão surgindo, tais como: futuro do emprego, do aprendizado entre tantos outros questionamentos possíveis.
Pensando nisso, levanto aqui uma reflexão que já me acompanha há alguns anos e que disserta sobre o mote principal deste artigo: a virtualidade da presença, mesmo na ausência. Leia o artigo completo na área de Whitepapers/Artigos, da T.Academia e acesse toda a produção mensal de nossos parceiros e engajados. Cadastre-se!
