Porém, as virtudes não fazem parte das exigências funcionais de um cargo nas organizações. São pouco mencionadas neste ambiente, mas contribuem de forma muito significativa para o bom clima corporativo, efetividade dos processos empresariais e para reputação organizacional, mas, temos também as chamadas competências que são compostas por três vertentes: o Conhecimento, a Habilidade e a Atitude (onde as virtudes se manifestam), também conhecido pela sigla CHA.
O conhecimento é o que sabemos; está relacionado à cognição, que envolve fatores como a percepção, o pensamento, o raciocínio e a memória, ou seja, é o que aprendemos na teoria, nos cursos e nos livros. Por exemplo, o domínio das técnicas para realizar uma boa negociação.
A habilidade está ligada à execução, ao desempenho, é o que sabemos fazer. Para exemplificar: quando a pessoa possui experiência e realiza na prática negociações bem-sucedidas.
Por fim, a atitude, está relacionada à motivação (e precisa ser exercitada) particular, é quando queremos fazer algo. Quando as virtudes estão presentes, alinham-se aos valores que formam e constituem nossa identidade. No caso da negociação, acontece quando uma pessoa a exerce com espontaneidade, transparência – duas virtudes essenciais nos cotidiano dos nossos dias e que respalda à ética.
No campo profissional, a capacidade de termos qualificações atraentes para o mercado de trabalho, chama-se empregabilidade. Por isso, é fundamental refletirmos quais são as competências que já desenvolvemos bem e quais as que precisamos cultivar ou aperfeiçoar.
Algumas das principais competências que geram empregabilidade são: comprometimento; adaptabilidade; empreendedorismo/inovação; capacidade de negociação; comunicação; qualidade na execução de tarefas; motivação; liderança; orientação para resultados; planejamento e organização; tomada de decisão; trabalho em equipe e visão sistêmica.
Para ilustrar, analisaremos, brevemente, a competência liderança. Talvez um profissional já tenha lido livros, participado de cursos, treinamento prático e tenha, até mesmo, experiência sobre o tema, portanto, podemos dizer que ele possui o conhecimento e a habilidade de liderança. No entanto, se estiver desmotivado, não ter experimentado ações ou práticas que levem à uma postura de líder, irá faltar a atitude, ou seja, a vontade de querer exercer esta competência. Sendo assim, é necessário ainda um aperfeiçoamento.
Cada indivíduo pode estar em uma determinada fase de amadurecimento em relação a uma competência, desde possuir apenas um conhecimento teórico sobre o assunto, passando pela fase de aplicação, chegando a ter, em um nível mais maduro, a capacidade de realizar uma análise crítica e até mesmo de criar novas técnicas e ensiná-las.
O CHA (conhecimento – habilidade – atitude) é considerado ativo intangível para muitas organizações. Trata-se de diferenciais competitivos, pois muitos fatores podem ser copiados pela concorrência, tais como: a qualidade do produto, o preço, a estratégia de divulgação e de distribuição, mas, as qualidades e competências pessoais, dificilmente podem ser copiadas.
Vale lembrar que as pessoas são contratadas pelas suas competências, mas são demitidas, muitas vezes, por fatores relacionados ao comportamento e às suas atitudes: as virtudes.
Sendo assim, convido os leitores a acompanharem nesta coluna, pois, mensalmente, estarei publicando orientações práticas sobre como vocês poderão desenvolver as principais competências desejadas pelas organizações.
Cristina Carvalho Alves Lima possui mais de duas décadas atuando como docente na formação de empreendedores e lideranças para as organizações. É coordenadora de cursos de graduação e pós graduação. Especialista em Comunicação Organizacional e Publicitária.
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