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Empresas aderem ao RE100 e investem pesado em energia renovável
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Empresas aderem ao RE100 e investem pesado em energia renovável

Para alcançar a emissão zero de carbono até 2040, e produzir energia 100% renovável, as empresas estão enfrentando o mercado e as barreiras políticas que impedem as mudanças do setor em busca de energia renovável. A busca crescente de energia limpa, aumentou exponencialmente o mercado de energia eólica e solar pelo mundo. O Google, da Alphabet, fechou a compra de mais de 3 gigawatts de usinas de energia limpa em todo o mundo, e lidera o ranking de maior comprador corporativo de energia renovável. A Tetra Park, por meio de hidrelétricas já usa energia 100% renovável no Brasil, já América do Norte, Europa e Ásia, para atingir a meta até 2030, a empresa pretende introduzir centrais de “minigeração” de energia, principalmente solar, estima-se mais de 40 plantas da companhia no mundo. O Acer Group criou a plataforma “Earthion”, que une soluções inovadoras e integradas com o apoio de funcionários e parceiros da cadeia de suprimentos. Para isso, o grupo definiu metas de redução de carbono através da gestão de energia e uso de energia verde. O grupo instalou em alguns lugares painéis solares com o objetivo de gerar sua própria energia elétrica solar. Em 2020 ─ O Acer Group de modo simultâneo com suas operações globais e subsidiárias atingiram com êxito o objetivo de reduzir suas emissões de carbono em 60% em todo o mundo; no mesmo ano – também atingiu a marca de 44% de uso de energia renovável. A mudança de comportamento e comprometimento dos colaboradores e parceiros da cadeia de suprimentos têm sido a força motriz para a empresa levar os compromissos ambientais adiante. E um deles, é a “Earthion”, que surgiu da combinação das palavras “earth + mission” (em português significa, terra e missão). Esse nome foi criado para representar a sua responsabilidade de enfrentar os desafios ambientais por meio de soluções inovadoras e sustentáveis. A proposta Earthion é de empresa responsável e cidadã corporativa que luta contra os impactos das mudanças climáticas e da exclusão digital cada vez mais urgente. Desta iniciativa nasceu o Project Humanity que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a intensificação das questões globais, e encorajar cada funcionário da Acer a contribuir para mudanças positivas. O arcabouço dessa mudança foi a economia de 8.750 kg de poupa de papel e a redução de 20 milhões de sacolas plásticas na produção de notebooks em 2020. Dentre as atividades internas da Acer, mais de 50 toneladas de baterias foram recicladas. Essa iniciativa da plataforma Earthion resultou na criação de um notebook totalmente desenvolvido na sustentabilidade. O Acer Aspire Vero é um notebook fabricado com plástico reciclado usado em todo o chassi e nas teclas do dispositivo. A embalagem é feita com 80-85% de poupa de papel reciclada. A bolsa do laptop e a folha entre o teclado e a tela contém papel 100% reciclado industrial.

O inocente Henry, seus cruéis assassinos e nós! Oque diz a Norma Jurídica?
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O inocente Henry, seus cruéis assassinos e nós! Oque diz a Norma Jurídica?

O inocente Henry, seus cruéis assassinos e nós! É imensa a tristeza que você, leitor, e eu sentimos com o terrível assassinato do inocente Henry. Desde quando noticiado pela imprensa, não consigo parar de pensar e lamentar o havido. Além da dor, uma das minhas principais inquietações, como cidadão, é entender o que poderia ter sido feito para proteger o Henry dos seus algozes e cúmplices. E é exatamente aqui que o problema começa. A resposta a tal pergunta não me parece ser nada confortável. Com base nos indícios divulgados pelo Delegado de Polícia e pela imprensa, o padrasto parece ser o cruel autor da monstruosidade e, se confirmado pelo devido processo legal, merece a mais dura pena que o ordenamento jurídico brasileiro pode atribuir. A mãe pode ser tanto a co-autora do crime de assassinato, como a cúmplice do assassino, pela tentativa de acobertamento. Pena máxima para ela também, caso assim confirmado. Contudo ainda há algumas outras pessoas que participaram direta ou indiretamente dos fatos que acabaram levando a morte da criança? Poderíamos responsabilizar a omissão da babá? E a do pai e avós que percebiam o sofrimento do Henry? Algum vizinho teria ouvido algo e nada disse? E o Estado? É a isso que agora te convido, caro leitor, a me ajudar a melhor elaborar. No Brasil, além de inúmeras regras contidas no Código Penal que aumentam a pena daqueles que cometem crimes contra menores de idade, há a relevante Lei 8.069/90, denominada de Estatuto da Criança e do Adolescente, com mais de 267 artigos e milhares de normas, todas com a boa intenção de proteger nossos filhos e filhas. Os seus comandos normativos dão às crianças o direito à vida, o de inviolabilidade da integridade física, psíquica e emocional, a proteção contra abusos de toda ordem, inclusive o sexual. Além disso, o Estatuto proclama o dever de toda a família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurarem, com absoluta prioridade, a efetivação dos referidos direitos (art. 4º); e também determina que haverá punição contra qualquer ato, por ação ou omissão, eivado de negligência, violência, crueldade e opressão; estabelecendo como dever de todos o de prevenir a ocorrência de ameaça ou violação aos direitos das crianças (arts. 5º e 70). Como se não bastassem, o Estatuto impõe aos Estados, Municípios e à União a obrigação de articularem políticas públicas e ações concretas destinadas a ensinar toda a sociedade a se relacionar com as crianças de maneira saudável e de protegê-las. E por aí vamos, em centenas de ótimas normas jurídicas que levariam um estrangeiro que as leia a se encantar e imaginar que maravilha de país deve ser o Brasil. Contudo, pergunta-se: quantas vezes o Poder Público brasileiro divulga por ano orientações à sociedade sobre como devemos proceder na hipótese de identificarmos ou suspeitarmos que alguma criança esteja sofrendo abusos e violência doméstica? Se realmente estivéssemos coesos como sociedade para bem cumprir o belo Estatuto da Criança e Adolescente, provavelmente a babá teria tido a perspicácia e coragem para denunciar à Polícia ou ao Conselho Tutelar as violências sofridas pelo Henry quando o padrasto se trancou com ele no quarto. Da mesma forma que os avós e o pai poderiam ter feito o mesmo, quando viram o menino vomitar de mêdo ao ser devolvido à mãe. Se assim tivessem agido, e o Poder Público atuado com eficiência, seria muito provável que hoje o Henry estivesse alegre correndo no playground do prédio. Mas como todos sabemos, essa não é a realidade brasileira, onde a cada dia mais de 233 crianças são vítimas de agressões de toda ordem, conforme dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan). Apenas no ano de 2017 foram feitas 85.293 notificações. A Sociedade Brasileira de Pediatria revela que entre 2009 e 2014 houve 35.855 casos de agressões encaminhadas para hospitalização, com o absurdo número de 3.296 óbitos de crianças vítimas de violência física e tortura; ou seja, milhares e milhares de Henrys. Agora imagine, caro leitor, a enorme quantidade de crianças que sofre violência e, por causa de subnotificação, não está abrangida nos dados estatísticos do Sinan. Conhecendo a forma de pensar de nossas lideranças políticas, é razoável supor que depois desse fato noticiado pela mídia, o legislativo brasileiro venha a produzir, com grande estardalhaço, mais uma nova lei, aumentando as penas dos cruéis agressores de crianças; contudo isso será um erro e perda de foco, pois o que precisamos é de fortalecimento das instituições públicas que atuem preventivamente, protegendo verdadeiramente os inocentes. Já temos leis de sobra para orientar e punir os maus. Além de investir recursos em uma polícia bem equipada e ágil, precisamos urgentemente educar toda a sociedade para ficar alerta e agir de modo a denunciar agressões e covardias. Em um país em que a maioria das crianças de até três anos não está em creches, e um contingente imenso de crianças entre 4 e 5 anos, e entre 6 e 14 anos, está fora da escola, o que podemos esperar? Que tipo de sociedade é essa a que fazemos parte, na qual permitimos tal estado de coisas, em que infelizmente convivemos com a destruição das vidas daqueles maiores valores que uma nação pode cultivar, as nossas próximas gerações, nossos filhos e netos. Quando vejo notícias imensamente tristes como a do assassinato do Henry, além de sentir raiva dos seus aparentes assassínios diretos (padrasto e mãe), recebo a dor da minha própria culpa por não ter conseguido, ainda, ajudar o Brasil a se transformar em um país que proteja verdadeiramente nosso mais profundo valor: nossas crianças, nosso futuro! Dr. Alexandre Aroeira Salles é Doutor em Direito e sócio-fundador da Aroeira Salles Advogados

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